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Tinoco acusa APLB de 'ampliar fosso social'; entidade diz que edil faz campanha política

Por Jade Coelho

Tinoco acusa APLB de 'ampliar fosso social'; entidade diz que edil faz campanha política
Foto: Reprodução/Youtube

Integrante da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Claudio Tinoco (DEM), acusou a APLB Sindicato, entidade representativa dos professores da Bahia, de contribuir com a “ampliação do fosso social” que separa alunos de escolas privadas dos da rede pública. A entidade, por sua vez, acusou o edil de promover campanha política e de equívoco em relação aos argumentos apresentados.

 

A paralisação dos professores da rede municipal de Salvador em meio a retomada das aulas presenciais após quase 14 meses foi tema de um debate entre o vereador Claudio Tinoco e o diretor da APLB Marcos Marcelo, nesta segunda, no Bahia Notícias no Ar, programa da rádio Salvador FM 92,3.

 

As aulas semipresenciais foram retomadas na capital baiana nesta segunda-feira (3) após uma suspensão de mais de um ano. Mas os professores da rede municipal decretaram paralisação e reivindicam a aplicação de duas doses da vacina contra a Covid-19 nos profissionais, para que eles retornem às salas de aula.

 

O debate teve um clima acalorado com acusações e cobranças. A APLB reclamou da falta de estrutura nas escolas, questionou os protocolos de segurança sanitária adotados na rede estadual, e sinalizou que conta com o apoio de pais de alunos que entendem os riscos. A entidade ainda ressaltou que houve adesão de pais e responsáveis ao movimento dos professores, que não enviaram às escolas seus filhos.

 

Já Tinoco ressaltou que das 431 unidades educacionais municipais, apenas nove não abriram nesta segunda. “Se não houve aulas e nem alunos, entre outras coisas, está o fato de a APLB durante a semana e o fim de semana ter patrocinado carros de som transmitindo mensagens para que as pessoas que não levassem seus filhos para as escolas”, disse o vereador.

 

Outro argumento apresentado pelo edil foi em relação aos prejuízos da falta de aulas ao intelecto e desenvolvimento das crianças e adolescentes. “14 meses não se recuperam na vida dessa geração”, comentou.

 

A APLB também aproveitou o debate para acusar a prefeitura de Salvador de não fazer investimentos necessários para que o ensino remoto fosse mais eficaz. Marcos classificou a modalidade utilizada na capital como uma “falácia”. “ A prefeitura não investiu um único centavo garantir internet, para que houvesse inclusão digital, formação de professores para a modalidade de ensino remoto”, comentou o sindicalista.

 

Marcos Marcelo reconheceu que a APLB Sindicato colocou carros de som nas ruas, mas sinalizou que as mensagens era para informar a população dos riscos para os alunos e os profissionais.