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Sexta, 30 de Abril de 2021 - 14:00

Movimentos fazem protesto em frente ao Atakarejo de Amaralina contra morte de jovens

por Bruno Luiz / Ailma Teixeira

Movimentos fazem protesto em frente ao Atakarejo de Amaralina contra morte de jovens
Cartaz sobre o ato | Foto: Divulgação

Movimentos sociais fazem protesto na tarde desta sexta-feira (30), em frente ao Atakarejo do Nordeste de Amaralina, contra a morte dos jovens Bruno Barros da Silva, de 29 anos, e seu sobrinho Ian Barros da Silva, 19. O ato começa às 14h.

 

Ambos os homens teriam sido flagrados furtando alimentos no supermercado e depois apareceram mortos com sinais de tortura na comunidade da Polêmica, em Brotas. Testemunhas dizem que um gerente do estabelecimento chamou traficantes da área, que teriam assassinado os dois.

 

Um dos organizadores do ato, Ailton Ferreira, ex-secretário Municipal de Reparação e atual coordenador do Instituto Reparação, diz que é preciso mostrar para a sociedade civil que “vivemos em um estado de direito” e que delitos precisam ser investigados por órgãos de segurança pública, como as polícias Civil e Militar.

 

“Ninguém pode julgar e condenar por sua conta. Se você for acusado de alguma coisa, você tem direito à defesa. Pena de morte não existe no Brasil. Não posso sair matando porque acho que alguém é culpado”, disse Ailton, em entrevista ao Bahia Notícias. Ainda segundo Ferreira, devem participar da manifestação integrantes de cerca de 30 entidades do movimento negro, de mulheres e da juventude, entre outras.

 

Ele criticou a atitude o Atakarejo em relação ao caso, que classificou como “estranha”. “Se eles dizem que são contra qualquer injustiça e racismo, eles deveriam atender a imprensa. Eles estão emitindo apenas nota, é preciso colocar a cara na tela para assumir a responsabilidade. É uma posição inaceitável de uma grande rede”, cobrou.

 

Em nota, afirmou que não compactua com “qualquer tipo de violência” e que tem contribuído com as investigações (veja o posicionamento completo ao fim do texto).

 

A Polícia Civil informou que testemunhas do crime foram ouvidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e que as investigações estão avançadas, com “indicativo de autoria”. Ainda conforme a polícia, as equipes da unidade estão realizando diligências e mais detalhes não podem ser divulgados, para não interferir no andamento das apurações. O caso é investigado pela 1ª DH/Atlântico. 

 

VEJA O POSICIONAMENTO COMPLETO DO ATAKAREJO
Atakarejo reitera o seu comprometimento com a observância dos direitos humanos e com a defesa da vida humana digna, não compactuando com qualquer tipo de violência.

 

O Atakarejo é uma empresa séria, sólida e cumpridora das normas legais, que possui rigorosa política de compliance e que não compactua com qualquer ação criminosa.

 

Em relação aos fatos ocorridos na última segunda-feira (26), o grupo está colaborando integralmente com a investigação policial e já entregou todos os documentos e imagens do sistema de segurança aos órgãos competentes para o esclarecimento do caso.

 

A empresa ressalta que repudia veementemente qualquer tipo de violência e se solidariza com a família das vítimas neste momento tão difícil.  O grupo aguarda o encerramento das investigações para a elucidação do caso e espera a punição de todos os culpados.

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