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Caso Alden: Se não se retratar, tem que ter punição, diz presidente do Conselho de Ética

Por Bruno Luiz

Caso Alden: Se não se retratar, tem que ter punição, diz presidente do Conselho de Ética
Marquinho Viana, presidente do colegiado | Foto: Divulgação

O presidente do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marquinho Viana (PSB), avalia que o deputado estadual Capitão Alden precisa receber “alguma penalidade” do colegiado, caso não se retrate publicamente da acusação de que deputados da oposição receberiam R$ 1,6 milhão mensais da prefeitura de Salvador. Alden é alvo de representação protocolada nesta quarta-feira (28) pela bancada oposicionista, que aponta quebra de decoro parlamentar na fala do colega. O processo pode culminar na cassação do mandato dele.

 

Marquinho relata que aconselhou Alden a fazer um discurso de retratação em plenário, para contornar a insatisfação dos parlamentares com a acusação e se livrar de uma possível perda do cargo.

 

“Ele [Alden esteve em meu gabinete ontem para conversar sobre o processo. O que eu falei é que ele terá amplo direito de defesa e aconselhei a ele que faça discurso na Assembleia dizendo que errou, se excedeu. Porque, quando ele fala uma coisa dessas sobre os deputados, se ele não sofrer penalidade, para a população, estamos encobrindo algo do deputado”, argumentou Viana, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Ainda segundo ele, há o sentimento na Casa de que não se pode deixar o caso do deputado bolsonarista impune. “Há insatisfação na Casa porque isso não pode ficar assim. Para a população, do jeito que ela está desacreditada da política, com um colega dizendo isso do outro, vai achar que tem algo de errado. Tem que ter alguma penalidade, não pode sair em branco”, defendeu o presidente do colegiado.

 

Viana afirmou também que o processo ainda não foi encaminhado da Mesa Diretora da Casa para o Conselho de Ética. “Até ontem, não havia chegado nada ao gabinete do presidente da Casa, pelo o que conversei com ele. Hoje vou checar.”