Gabrielli diz que condenação do TCU foi 'injusta' e 'negócios do petróleo tem resultados cíclicos'
Após responsabilização pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por conta da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, nos Estados Unidos (relembre aqui), o ex-presidente da Petrobras e economista baiano José Sérgio Gabrielli viu a condenação como "injusta" e disse que "negócios do petróleo tem resultados cíclicos".
"Fui condenado por uma pretensa falta de cumprimento do dever de lealdade para com a Petrobras, apesar de não ter me envolvido pessoalmente com as negociações diretas, cumprindo estritamente os deveres de presidente da companhia. As negociações foram conduzidas por Nestor Cerveró e os conflitos judiciais e arbitrais foram conduzidos pelos órgãos competentes para tal. Vou recorrer a todas as instâncias possíveis contra essa injusta condenação", disse o ex-presidente da estatal.
Gabrielli pontua que "mesmo que a operação comercial possa ser criticada", a aquisição de Pasadena fazia parte de uma estratégia. "Foi devidamente anunciada pela empresa desde o ano de 1998, de tentar viabilizar aquisição de refino no exterior, para aumentar o valor do petróleo marlim em crescente produção na bacia de Campos", acrescentou.
"Como vários negócios do petróleo, a Refinaria de Pasadena tem resultados cíclicos, em alguns momentos positivos e, em outros, negativos. em 2019, ela foi vendida pela Petrobras para a Chevron americana, que é a sua operadora hoje em dia, por 562 milhões de dólares. Além da capacidade de refino, Pasadena está situada em um centro logístico chave para atender o mercado americano, com ligações com dutovias, terminais e tanques", finalizou.
