Pacheco ignora negacionismo de Bolsonaro e pede que população ouça o ministro da Saúde
Por Mari Leal
Em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (5), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco ignorou a citação de novos comportamentos negacionaistas em relação á pandemia por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Em tom de apelo, Pacheco pediu que a população brasileira ouça o que diz o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pois é ele quem dispõe da capacidade técnica para tal. Mesmo após a criação e lançamento do comitê, Bolsonaro voltar a se posicionar contrários às medidas de isolamento e defendeu tratamento precoce não comprovado cientificamente.
Pacheco ressaltou ainda a importância da criação do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Covid-19, o qual reúne representantes das forças nacionais, como o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), o presidente da República, o ministro da Saúde e o próprio Pacheco. Segundo ele, a ideia é, de “forma alinhada”, coordenar um “contragolpe” `contra a pandemia, que avançou, sobretudo no mês de março.
“Faço um apelo para a população do Brasil, que tem sido, na maioria, ordeira e tem colaborado com as medidas de isolamento, uso da máscara, a vacinação. Que ouçamos o ministro da Saúde, que tem seus protocolos estabelecidos e tem sido feliz nas orientações. É esse o nosso foco. É o que eu, como presidente do Senado, faço. Temos que nos incumbir do que nos cabe, debater projetos pertinentes á pandemia, além das medidas econômicas. É esse nosso trabalho e tem sido feito de forma responsável e participativo”, avaliou.
Para ele, o fato de os governadores e prefeitos não fazerem parte diretamente do comitê não inviabiliza o estabelecimento de ações coordenadas. “O comitê foi criado para que tivesse uma coordenação. Presidente da república, da Câmara, do Senado e o ministro da Saúde. Essa é a natureza do comitê. Os governadores e os prefeitos tem também sua importância. O comitê é apenas de coordenação, para fazer sentar à mesa os personagens do âmbito federal para que não saia cada um para um lado. Para não perder tempo temos que alinhar ideias. Alinhar e identificar pontos divergentes”, disse.
