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OMS não tem prazo para enviar vacinas do Covax Facility ao Brasil, diz senadora

OMS não tem prazo para enviar vacinas do Covax Facility ao Brasil, diz senadora
Governo pretendia usar doses para acelerar vacinação | Foto: Bruno Concha/Secom

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse a senadores brasileiros que não é possível mais fixar prazo para o envio de cerca de 8 milhões de doses de vacina prometidas ao Brasil por meio do consórcio Covax Facility.

 

A informação foi dada pela senadora Kátia Abreu (PP), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que participou de reunião nesta quinta-feira (1º) com  Adhanom. Em entrevista à CNN Brasil, ela relatou que o diretor-geral afirmou que a organização não consegue mais se comprometer com o envio das doses previstas para chegar no país até 31 de maio.

 

O governo brasileiro contava com essas remessas para dar andamento ao programa de vacinação. De acordo com o último cronograma divulgado pelo Ministério da Saúde, quase três milhões de doses deveriam ter chegado até o final de março e seis milhões têm de desembarcar no país até o final de maio. Até agora, só um milhão de doses foram enviadas.

 

“Ele disse que não podem mais dar cronograma. Das 9 milhões de doses, nos só recebemos até agora 1 milhão, e o resto não se sabe mais quando chegará. Disseram que não eles têm condição, porque há problemas de produção e estão com problemas no mundo todo”, afirmou Katia Abreu. “Eu tinha muita esperança, mas ouvimos que não só não é possível antecipar, como não há prazo”.

 

De acordo com a senadora, foi encaminhado a Adhanom pleito para que a OMS mude os critérios de distribuição das vacinas por meio do consórcio e passe a considerar também a gravidade da situação em cada país. Atualmente, países mais populosos e mais pobres têm preferência. Kátia Abreu afirmou que houve compromisso de Adhanom para encaminhar internamente o pleito.