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A dois dias do fim da intervenção na CSN, prefeitura segue sem solução para transporte
Foto: Max Haack/Secom/PMS

A prefeitura de Salvador ainda não decidiu o que fazer em relação ao processo de intervenção na CSN, empresa que opera as linhas de transporte coletivo que abastecem a Estação Mussurunga e a Orla da cidade. 

 

A validade da medida termina nesta quarta-feira (17), e a solução ideal para a gestão seria encontrar uma empresa que aceitasse administrar os ramais. No entanto, segundo o prefeito Bruno Reis, não há interessados em assumir este trecho da concessão. Por outro lado, a prefeitura, responsável pelo sistema desde junho do ano passado, alega não ter condições de continuar colocando recursos próprios para evitar a quebra desta e das outras duas concessionárias que operam o serviço. 

 

“A situação do transporte público é crítica. Não apareceu ninguém com interesse em querer operar, nem os empresários locais. Passei três horas discutindo isso ontem com a minha equipe e, hoje, vamos reunir nossa equipe novamente para tratar deste assunto”, afirmou o prefeito nesta segunda-feira (15), em entrevista coletiva durante evento oficial. 

 

Ainda segundo Bruno, o prazo para intervenção é de apenas um ano - a prefeitura já tem nove meses à frente da bacia. A situação obriga a prefeitura a pensar em uma solução rápida para a situação.

 

Mas o problema não para na CSN. Com a pandemia e a diminuição da circulação de pessoas nas ruas, diminuiu o uso do transporte público, o que começou a afetar o caixa das outras duas concessionárias do serviço. A situação obrigou a prefeitura a colocar recursos próprios nas empresas para evitar a paralisação do sistema, mas a conta não fecha, alerta Bruno Reis.

 

“Ano passado foram investidos R$ 100 milhões, sendo que R$ 85 milhões o prefeito ACM Neto pagou e R$ 15 milhões ficaram para a nossa gestão pagar. Em janeiro, a prefeitura está colocando na intervenção R$ 11 milhões, e em fevereiro serão mais R$ 14 milhões. Neste mês, devem ser mais R$ 14 milhões. A prefeitura não suporta isso, não tem como subsidiar o transporte público”, disse ele, em entrevista recente. 

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