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Amoêdo acredita em 'terceira via' para eleição de 2022 e faz duras críticas a Bolsonaro

Por Nuno Krause

Amoêdo acredita em 'terceira via' para eleição de 2022 e faz duras críticas a Bolsonaro
Foto: Reprodução / Youtube

Candidato à Presidência da República em 2018, João Amoêdo (Novo) participou nesta sexta-feira (12) do programa Bahia Notícias no Ar, da Rádio Salvador FM 92,3. Indignado com o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia do novo coronavírus, o político fez duras críticas ao governo e acredita que o caminho para 2022 é encontrar uma "terceira via", que acabe com a "polarização" entre PT e Bolsonaro.

 

Vale lembrar que ele se coloca como oposição ao atual presidente, e que fez questão de se posicionar favorável ao impeachment, por conta da gestão desastrosa na pandemia.  

 

"Nós caminharemos para uma consolidação de nomes. É o cenário que tornará viável que nós possamos sair dessa polarização entre PT e Bolsonaro. É natural que isso ocorra. Não será um processo fácil, porque muitas pessoas podem ter como objetivo a candidatura, mas na medida que houver uma percecpção que o nosso objetivo não é ter uma candidatura, mas sim melhorar o Brasil, será natural que haja, pelo menos por parte da centro-direita, uma consolidação em um nome que possa ser competitivo e uma opção de fato", ponderou.

 

Amoêdo também lamentou a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da operação Lava Jato. 

 

"Eu acho muito ruim. Os crimes de fato foram cometidos. A gente com isso traz uma sensação de insegurança jurídica, de impunidade, de que muitas vezes o crime compensa. Qual o impacto disso no processo eleitoral? Também é uma coisa ruim. Por dois motivos: primeiro porque o presidente Jair Bolsonaro tem se pautado pela polêmica. Ele entrega muito pouco, faz uma condução péssima do país, especialmente na pandemia. Está sempre na busca do inimigo. Ele tem a imprensa como inimiga, os governadores e os prefeitos, e agora tem o ex-presidente Lula. Infelizmente, ele não coloca o vírus como inimigo. Com isso, ele tem o discurso da polarização: 'bom, é preciso votar no Bolsonaro, porque se não o PT volta'. Acho que ele ganha esse discurso, que na verdade não condiz com a realidade. O nosso problema não é a volta do PT, e sim a condução do país", argumenta. 

 

Sobre nomes especulados pelo Novo para a corrida presidencial de 2022, Amoêdo não falou muito. Porém, deixou claro que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, é um nome bem-vindo. O ex-técnico da Seleção Brasileira de vôlei, Bernardinho, que foi especulado em 2018, também agrada. 

 

"Eu tive alguns contatos com Moro, trocamos algumas ideias sobre o Brasil, falando muito sobre essa necessidade de ter um projeto para o país. Eu acho que é uma pessoa que, certamente, candidato ou não, por tudo que ele fez, tem que participar desse debate. Vamos ter que avaliar questões pessoais, profissionais, mas é uma pessoa muito bem-vinda", revelou. 

 

Entre outras coisas, Amoedo também falou sobre a imersão do Novo nas regiões Norte e Nordeste e sobre a importância das pessoas se aproximarem da política. A entrevista completa você pode conferir aqui: