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Roma nega ter recebido convite para ministério e diz não ver motivo para impeachment
Foto: Will Shutter/ Câmara dos Deputados

O deputado federal João Roma (Republicanos-BA) negou ter sido sondado ou recebido qualquer convite para assumir o Ministério da Cidadania. Segundo reportagem do jornal O Globo, o parlamentar é cotado para comandar a pasta (veja aqui), que deve ser entregue pelo presidente Jair Bolsonaro ao partido de Roma, ligado à Igreja Universal.

 

“Para mim, isso ainda está no âmbito de comentários e especulações. Não houve nada formal, nenhum fato objetivo, nenhuma reunião em que isso tivesse sido me dito”, afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias. 

 

O deputado ainda confirmou que há articulações em Brasília para que o Republicanos assuma o comando de algum ministério, mas sem definição sobre qual. 

 

IMPEACHMENT 
Questionado sobre o debate crescente em relação à abertura de processo de impeachment contra Bolsonaro pela conduta no combate à pandemia, Roma, que pode virar um ministro do presidente da República, disse não ver crime de responsabilidade e nem clamor da sociedade para tal.

 

“Comenta-se que, para desencadear qualquer processo de impeachment, precisa de ponto focal, fato de jurídico determinado, uma questão de legalidade, mas precisa também de clamor popular. Eu não vejo a conjunção desses elementos no momento, como foi no caso dos outros dois presidentes. Não vejo também conjunção política”, avaliou.

 

Indagado sobre a responsabilidade de Bolsonaro pelo agravamento da pandemia, o deputado evitou culpá-lo sozinho. “Estamos atravessando um momento crítico no mundo inteiro. Neste momento, o que a gente precisa é buscar toda a cooperação dos brasileiros para tratar disso aí. É claro que o presidente tem a sua responsabilidade, mas é uma responsabilidade compartilhada com a sociedade. Tem que ver sobre que olhar a gente vai abordar essa situação”, respondeu.

 

AUXÍLIO EMERGENCIAL
Caso assuma o Ministério da Cidadania, Roma deve enfrentar uma discussão sobre a volta do auxílio emergencial por causa da piora da pandemia, já que a operacionalização do benefício é feita pela pasta. Mas o parlamentar evitou defender incondicionalmente o retorno do pagamento do auxílio e pregou cautela no debate.

 

“Por um lado, você tem uma pandemia que se acirra mais, mas é muito importante ter cautela, pois tudo está interligado a uma finança pública. No ano de 2020, esse auxílio de grande valia para os brasileiros, mas, para o governo fazer suas obrigações, o caixa precisa estar coberto”, ponderou. 

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