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Candidato do Planalto á presidência da Câmara, Arthur Lira liderou esquema de 'rachadinha'
Deputado Arthur Lira | Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados

O Ministério Público Federal (MPF) acusa Arthur Lira (Progressistas-AL), candidato do Palácio do Planalto à presidência da Câmara dos Deputados nos próximos dois anos, de liderar um esquema milionário de “rachadinha” quando integrou a Assembleia Legislativa de Alagoas. 

 

Segundo informações do Estadão, documentos indicam que a organização desviou R$ 254 milhões dos cofres públicos entre 2001 e 2007. Somente Lira, líder do Centrão na Câmara, movimentou R$ 9,5 milhões em sua conta. As informações estão em uma ação penal que o parlamentar ainda responde na Justiça estadual. Ele já foi condenado pelo caso na esfera cível. 

 

Para desviar o dinheiro da Assembleia, o grupo supostamente liderado por Lira incluiu funcionários fantasmas na folha de pagamentos. O esquema, afirma a acusação, usava empresas de terceiros para simular negociações e empréstimos pessoais como forma de justificar a movimentação financeira nas contas dos parlamentares. 
Lira é o indicado do Progressistas para disputar a sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ), em fevereiro do ano que vem.


Laudos da Polícia Federal e documentos da Receita Federal e do Conselho de Controle da Atividades Financeiras (Coaf) apontam que cheques emitidos pela Assembleia, a título de pagamento salarial, iam parar em contas de pessoas físicas diferentes. Logo em seguida, os valores eram transferidos para parlamentares ou pessoas relacionadas a eles. 

 

As investigações apontam que a “rachadinha” na Assembleia de Alagoas ocorreu, em parte, quando ele ocupava um cargo no comando do Legislativo estadual. De 2003 a 2006, o líder do Centrão foi primeiro-secretário, responsável pela administração de recursos do Legislativo, razão pela qual seu papel era central, uma vez que cabia a ele liberar o dinheiro. O esquema envolveu pelo menos 12 deputados estaduais.

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