No PSL por conta de Neto, Gordinho da Favela chega à Câmara com experiência comunitária
Por Mari Leal / Mauricio Leiro
"O gordinho pelo meu biotipo. O favela porque sou morador de São Caetano e trabalho pelo bairro”. É assim que George Carlos Reis Pereira, de 48 anos, explica a identificação parlamentar que deverá adotar em seu primeiro mandato de vereador em Salvador. Eleito pelo PSL com 4.822 votos, o mais próximo que ele já esteve da vida político-partidária foram os anos de assessoria do vereador reeleito Joceval Rodrigues (Cidadania).
“Eu sou uma liderança comunitária. Em 2018 a comunidade pediu e a gente tomou esse rumo. Aí juntou o útil ao agradável”, explica George sobre a decisão de disputar uma cadeira no Legislativo municipal. Em São Caetano, ele desenvolve um trabalho social que integra a realização de cursos profissionalizantes para pais e mães de família, assim como a viabilidade de ‘guias’ a trabalhadores autônomos. Em suas palavras, apoio que os “pais de família tenham o seu sustento”. “Não temos associação, temos um trabalho comunitário, e as pessoas sempre ajudam. Tudo que as pessoas queiram desenvolver nós ajudamos".
Sobre a escolha do partido, o Gordinho da Favela, como antecipa que prefere ser chamado, nega que haja relação direta com o “bolsonarismo” ou qualquer simpatia pelo presidente da República. “Não foi uma escolha em relação ao partido. Nosso prefeito [ACM Neto] estava acomodando. Tentei alguns partidos e não consegui. Tentei o PMN e não consegui. Fui para o PSL. Não tenho ligação nenhuma com Bolsonaro não".
Para o posto que assumirá em breve, o vereador eleito antecipa duas certezas. A primeira é o voto no vereador reeleito Geraldo Jr. para uma possível recondução à Presidência da Casa. A segunda é a “esperança de desenvolver um trabalho forte nas comunidades carentes”.
