Mobilidade urbana: Integração entre modais e melhoria da qualidade são promessas
A chegada do BRT e o projeto do VLT no lugar dos trens do Subúrbio levaram os candidatos a prefeito de Salvador a falar sobre uma maior integração entre os modais e a melhoria da qualidade da prestação dos serviços à população. Para a maioria dos postulantes ao Palácio Thomé de Souza, esses pontos são cruciais quando o tema é mobilidade urbana. Porém há até referências a transporte marítimo. Conheça as propostas dos postulantes a prefeito sobre o assunto:
BACELAR (Podemos):
"Salvador avançou muito graças a Rui Costa nesta questão. Éramos a última capital do Brasil em mobilidade. Hoje somos a terceira. As grandes obras foram feitas. O que falta? A interligação do sistema. O sistema tem uma integração plena e isso será feito com o VLT. Dois grandes projetos com a mobilidade urbana. Ampliação e duplicação da suburbana e extensão da linha dois do VLT ligando a Calçada a Águas Claras."
BRUNO REIS (DEM):
"Seguir com as grandes obras como o BRT. Seguir com a abertura de novas vias e principalmente dos bairros mais distantes. Melhorar a mobilidade das pessoas que precisam chegar ao transporte público, mas tem dificuldade por não ter escada para chegar, por não ter uma calçada. Salvador avançou muito na mobilidade, mas precisamos destravar a cidade principalmente na região do centro comercial e vamos seguir com essa estratégia para fazer cada vez mais uma cidade destravada para as pessoas se conectem com mais facilidade. Temos que ter um transporte de massa para que as pessoas possam se locomover e possam se deslocar e sempre ampliando e trazendo soluções inteligentes de trânsito para a cidade possa ter mais eficiência."
CEZAR LEITE (PRTB):
"Nessa rota de Todos os Santos, uma rota marítima, que vai servir como transporte. Será mais barato e rápido. A desregulamentação dos aplicativos de transporte. Vai trazer complicação dos aplicativos. É um dos principais modais que levam até o metrô. Vamos conversar com os empresários para ver linhas que estão desassistidas. Queremos aplicativos de informação para ver as localidades e onde estão os ônibus."
HILTON COELHO (PSOL):
"Eu defendo o trem do Subúrbio, que é algo que não beneficia apenas o Subúrbio, mas toda a cidade de Salvador e nossas cidades vizinhas. Então, eu entendo que essa é uma obra estruturante. E eu acredito que a discussão sobre mobilidade em Salvador precisa ser democratizada. Vamos fazer uma grande conferência de mobilidade porque a gente não pode assistir, por exemplo, se fazer um BRT, que está sendo gasto um R$ 1 bilhão, uma obra que, em diversos aspectos, não se justifica para a população. É um monstro. Mas isso só acontece porque a gente não tem uma democracia. Uma outra coisa são as linhas do transporte coletivo em Salvador. Tivemos um processo de integração com o metrô que cortou diversas linhas, sem ouvir a população. Nossa proposta é que alteração em linha de transporte coletivo na capital só se faça a partir de audiência pública, que vai se realizar antes de tomar a decisão, e também posteriormente a essa decisão, para avaliar a pertinência ou não, com caráter revogatório da decisão. Precisamos pensar a integração dos modais, o metrô, o ônibus, a bicicleta, a calçada, de forma global. Vamos colocar a mobilidade em outro patamar."
MAJOR DENICE (PT):
"O governador Rui Costa fez uma revolução na mobilidade de Salvador. Então, a gente tem que pensar essa mobilidade agora como uma grande árvore. Esse caule desta árvore é o metrô, e os galhos menores serão os outros formatos de transporte. Para que esses formatos se adequem ao metrô e ao VLT, em breve, nós estaremos trazendo ônibus novos, com ar-condicionado, com maior fluidez, construindo, também, espaços dentro dos territórios, dos bairros, com cooperativas para poder a gente assegurar esta micromobilidade que é importantíssima neste processo. O VLT vamos levar de Paripe até a nova rodoviária, fazendo toda esta ligação entre metrô, VLT e a nova rodoviária, garantindo o melhor acesso das pessoas a todo o resto da cidade."
OLÍVIA (PCdoB):
"Nós vamos investir na integração de todos os modais. Observe que há uma verdadeira revolução no transporte público em Salvador no que diz respeito aos diferentes modais. Hoje temos metrô, vamos ter também o monotrilho lá no Subúrbio, vamos ter a ponte Salvador-Itaparica, e tudo isso tem que estar integrado com o sistema de transporte por ônibus, que ainda está parado no tempo e até hoje não consegue oferecer qualidade no serviço. Vamos chamar, sim, as empresas de transporte público, nós vamos saber de fatos quais os gargalos do sistema e vamos estabelecer uma política que possa fazer redesenho das linhas, porque hoje temos vazios de atendimento em diversos bairros, vamos também buscar subsídios para a tarifa social porque parte da população que é desempregada, que é muito pobre, muitas vezes não tem sequer o dinheiro para pagar uma passagem de transporte. Eu vejo o transporte como um elemento de interesse público e não como algo de que quem tem dinheiro vai e quem não tem não vai. Nós temos que ter formas de subsidiar também a tarifa para que seja mais barata, com mais qualidade e mais conforto para a maioria ou para todos e todas que compõem a população e que queira andar de transporte público e tenha dignidade no atendimento."
PASTOR SARGENTO ISIDÓRIO (Avante):
"A gente tem bairros aí menores que não entram ônibus grandes e eles não criam o pequeno. Então, onde o ônibus grande não entra, eu vou botar o ônibus pequeno, senão até ligeirinho vai ser organizado aqui para entrar. O que eu não posso é deixar as pessoas ‘saltando’ distante das suas casas e às vezes sendo assaltadas no meio do caminho. Eu não posso deixar uma mãe de família grávida, uma pessoa doente andando longas distâncias porque o poder público não priorizou transporte até aquela rua, até aquele bairro menor. Fui eu que pedi ar condicionado para os ônibus, nós vamos ampliar, cumprir isso. Vamos botar conforto e segurança para que cada vez mais as pessoas possam migrar de carros pequenos para esses ônibus. Nós temos um projeto do ‘Conecta Bairro’, que é ligando bairro a bairro, não é só ficar na transição de metrô, não. Além disso, brigar para que saia de duas horas daquele negócio de integração para três horas porque… Por que os ônibus estão andando superlotados? Porque você tem duas horas pra gastar aquilo tudo. Então, pelo menos botar mais uma hora ao invés de duas horas, ampliar aquele tempo. E ouvir o pessoal de engenharia de tráfego, de trânsito. A gente tem muita coisa na área de multa para resolver, muito quebra mole para ser organizado, foi trancado, travado muito local que vai precisar reabrir."
