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Geração de emprego e renda: Reduzir o desemprego é meta quase unânime

Geração de emprego e renda: Reduzir o desemprego é meta quase unânime
Foto: Priscila Melo/Bahia Notícias

Salvador amarga posições incômodas no ranking de desocupados no Brasil. A crise do novo coronavírus ampliou os índices de desemprego e tem gerado debates intensos sobre o processo de retomada da economia. Os candidatos citam também projetos que permitam a circulação dos recursos dentro da própria capital baiana, fazendo com que a economia local acaba aquecida pelos próprios moradores. Conheça as propostas para a geração de emprego e renda dos candidatos a prefeito:

 

BACELAR (Podemos):

"Nós temos situações emergenciais que é enfrentar o alto nível de desemprego. E isso faremos por meio das frentes de trabalho. Das outras é fortalecer o comércio no bairro. A prestação de serviço no bairro, criando cooperativas de crédito e criando o Banco Popular. Vamos criar 21 bancos populares na cidade de Salvador para que o pequeno investidor e o microempresário tenha acesso a um capital sem burocracia, rápido. Vamos investir muito na formação da mão de obra. Nós precisamos de qualidade na prestação de serviço. Vamos criar a escola técnica municipal para qualificar e requalificar a mão de obra da cidade e um novo vetor para o turismo. Vamos acabar com o vetor do turismo do sol, do sal e do Carnaval. Que é um turismo que vem sazonal. Queremos aqui uma ocupação permanente e utilizando o potencial que nós temos. Na área da cultura e na área ecológica. Usar a economia do mar, reativando-a, para a geração de emprego e renda."

 

BRUNO REIS (DEM):

"Identificar novos vetores de economia. O turismo é um carro chefe. O setor de serviços também. Mas existem outras áreas da cidade que podem ser estimuladas. O turismo de bem-estar e saúde, por exemplo. São áreas que podem ser estimuladas a partir da implantação de novas medidas. Também vamos estimular muito a área de inovação. Fazer de Salvador uma cidade inteligente. A partir de ali criar um um ecossistema, com estímulo à tecnologia e inovação."

 

 

 

CEZAR LEITE (PRTB):

"Desde os incentivos fiscais direcionados: isenção do TFF, isenção de taxa de publicidade, redução do IPTU para quem produz para 40% e ambiente de negócio vamos desburocratizar. Acabar com a perseguição e pensar no Subúrbio. Vamos formar piers públicos com mercados nos locais. Teremos este vetor turístico. Vamos vetar imposto da indústria náutica e vamos estimular. Na área de Cajazeiras pólo têxtil, com zonas econômicas. A política é trabalhar a mobilidade, mas queremos desenvolver estas regiões."

 

HILTON COELHO (PSOL):

"Precisamos criar o primeiro Banco do Povo de Salvador. Será, principalmente, um banco de fomento às atividades econômicas da nossa população, e também relacionado ao nosso projeto de renda básica permanente. Nós precisamos fazer um trabalho relacionado à ligação entre escola e famílias de estudantes. Chegar a esse público mais vulnerável, que precisa de trabalho, de alternativa, criando outras condições de dignidade para que o estudante esteja na sala de aula. Fazer essa ponte entre escola e famílias por meio da distribuição de renda é fundamental. Precisamos pautar outros projetos como a questão de uma usina de reciclagem por bairro de Salvador. Projetos com esse perfil, que atendam a diversidade da população de Salvador, podem compor um programa que tenha eficácia muito grande, no sentido de que a renda que exista na cidade de Salvador não seja extraída para o Sul do país. Que ela pessoa circular pela cidade e, com isso, tenhamos uma situação de dignidade na luta pela sobrevivência do nosso povo. Para discutir essas propostas, queremos fazer o primeiro congresso dos trabalhadores autônomos e autônomas de Salvador, entendendo que mais da metade da nossa população sobrevive dessa forma. Fazer um congresso que paute essa questão é importantíssimo. Inclusive, para se pensar Salvador no contexto da Região Metropolitana e do Recôncavo. Os potenciais que nós temos numa relação direta de Salvador com o Recôncavo, do ponto de vista da produção agrícola, de fazer com que o que é produzido no interior e chega a Salvador seja comercializado numa proliferação de feiras livres, o gera emprego e saúde, o potencial disso é enorme. E, ao mesmo tempo, o potencial de transformar essa produção agrícola numa produção beneficiada, com um nível de tecnologia que não é intensivo."

 

MAJOR DENICE (PT):

"Para gerar emprego e renda, nós precisamos tirar Salvador deste lugar na informalidade. Salvador é uma das capitais do desemprego. Para a gente construir trabalho e renda, nós precisamos profissionalizar as pessoas que vivem em Salvador, nasceram em Salvador, ou até aquelas que escolheram Salvador como seu lar. Nós estamos criando, ainda, os 13 centros de inovação ou tecnologia para fomentar o desenvolvimento da nossa juventude, mas também das outras gerações neste lugar de construção de novas tecnologias e espaços de empreendedorismo, criando um programa que é "Meu Corre Certo". Este programa, além de dar capacitação para que você profissionalize o seu empreendedorismo, também vai lhe dar um crédito para poder você construir o seu negócio e seguir. A gente não tem vocação industrial. Somos uma cidade de serviço, que foi fortemente abalada com a pandemia, mas que nós vamos reconstruir este espaço através do apoio de políticas públicas."

 

OLÍVIA (PCdoB):

 

"Vamos adotar, de imediato, uma política emergencial de retomada do desenvolvimento econômico. Quando eu fui secretária de Trabalho eu quis muito implantar em Salvador o 'Cred Salvador'. Infelizmente a prefeitura não teve interesse. Então, nós vamos fazer o 'Cred Salvador', colocando agências também em Cajazeiras, no Subúrbio, na cidade baixa para investir recursos a juros baixíssimos nos micros e arranjos produtivos locais para oxigenar financeiramente os micro e pequenos empreendimentos para que essas pessoas tenham capital de giro e possam de fato garantir um desenvolvimento econômico do seu  negócio. Vamos criar um ambiente de negócio mais democrático em Salvador, fazendo com que diversas empresas possam oferecer verdadeiramente seus serviços sem nenhum apadrinhamento e fazer o grande programa de infraestrutura nos bairros, que vai oxigenar a indústria da construção civil e garantir geração de renda e de empregos na cidade."

 

PASTOR SARGENTO ISIDÓRIO (Avante):

 

"Valorizar o pessoal ambulante, organizá-los, com mais emprego, mais renda e menos impostos porque não tem jeito. Eu, como prefeito, terei de imediatamente chamar esse pessoal que foi prejudicado pelo Covid. Tem profissionais aí, pedreiros, carpinteiros, mecânicos, tanta gente que passou crise… A hotelaria, os restaurantes passaram crise, no ensino mesmo… Tudo quanto é área. Então, a gente vai precisar estabelecer com ele um trato de que a gente diminui impostos e ele emprega pessoas. Os empresários falidos de qualquer tamanho, seja ele micro, médio ou macro-empresário, a gente vai estabelecer a moratória ouvindo ele pra saber de que forma fica melhor, contanto que ele devolva para suas empresas os funcionários que foram demitidos."