Prefeitura de Salvador entrega novo Mercado São Miguel com 74 pontos de comércio
Por Bruno Luiz / Ailma Teixeira
O novo Mercado São Miguel, na Baixa dos Sapateiros, foi inaugurado na manhã desta quinta-feira (5) pelo prefeito ACM Neto (DEM). Na ocasião, ele lembrou que, ainda no seu primeiro mandato (2013-2016), o Governo do Estado pediu para assumir a administração do espaço.
"À época, o governo tinha iniciado uma requalificação do calçamento da região. Eu transferi o equipamento e, com o passar do tempo, não tinha nenhuma intervenção concreta no mercado. No fim do primeiro mandato, eu chamei minha equipe e disse que não dava para esperar mais. Vamos produzir uma solução", ressaltou o prefeito, ao contar que a gestão recuperou a administração do espaço e o requalificou.

Foto: Bruno Luiz/ Bahia Notícias
A obra, iniciada do zero com a demolição da estrutura antiga, prejudicada por um incêndio ocorrido em 2017, teve início em março do ano passado. Elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira, o projeto tem o intuito de conservar a tradição do centro de compras, levando em consideração também as necessidade arquitetônicas atuais, a exemplo da acessibilidade e do paisagismo.
O novo mercado terá uma área de 4.460 m², com 74 pontos de comércio - 40 boxes para comercialização de itens diversos, 28 bancadas de hortifruti e seis restaurantes. A estrutura conta ainda com sanitários masculino, feminino e para pessoas com problemas de locomoção, ambiente para roda de capoeira, estacionamento com vagas para até 30 veículos e um santuário dedicado ao culto do santo que dá nome ao equipamento.
PASSADO HISTÓRICO
De acordo com a prefeitura, antes da inauguração do mercado, em 1965, o espaço ocupado por ele funcionava como um local de terra batida, que servia de montagem de circos e também como depósito para os carros alegóricos do antigo bloco carnavalesco Cavaleiros de Bagdá. Tempos depois, os ambulante do Largo do Pelourinho ocuparam a área e a transformaram em uma espécie de feirinha, com barracas produzidas a partir do material que tinham disponível: tábua, zinco e peças de tamanhos variados. Com isso, diante do potencial do espaço, o prefeito à época, Nelson Oliveira, decidiu construir o primeiro mercado.
