Vazamento de conversa com presidente do Banco Central irrita Rodrigo Maia
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não gostou nada de ver a repercussão de uma conversa que teve com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na imprensa. Veículos como o jornal O Estado de S. Paulo publicaram matérias, nessa quarta-feira (28), com relatos sobre a ligação.
"A atitude do presidente do Banco Central de ter vazado para a imprensa uma conversa particular que tivemos ontem não está à altura de um presidente de banco de um país sério", compartilhou Maia no Twitter, no início da manhã desta quinta-feira (29).
As matérias sobre a conversa dos dois não mencionam a fonte. Os textos apontam que, segundo interlocutores, Maia tem culpado a base do governo por obstruir a pauta da Casa, impedindo a realização de votações desde o início do mês. Mas foi o suficiente para que o democrata se indignasse com Campos Neto.
Cerca de uma hora depois, no entanto, Maia voltou à rede social para dizer que recebeu uma ligação do presidente do BC, afirmando que não foi ele quem divulgou a conversa. "Diante da palavra do presidente, o vazamento certamente foi provocado por terceiros. Deixo aqui registrado a ligação e a confiança que tenho nele", disse o presidente da Câmara, se retratando.
Essa é a segunda vez que membros do governo são acusados de vazar discussões privadas em cerca de uma semana. Na última sexta (23), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também usou o Twitter para chamar o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, de "Maria Fofoca" (veja aqui). Para ele, o colega foi a fonte de uma coluna publicada no jornal O Globo sobre o anúncio de paralisação do trabalho do Ibama no combate aos incêndios florestais. Publicamente, Ramos não respondeu e, em seguida, Salles se desculpou.
