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'Atitude unilateral', reclama deputado sobre alienação do Parque de Exposições

Por Mari Leal

'Atitude unilateral', reclama deputado sobre alienação do Parque de Exposições
Foto: Divulgação

O deputado estadual Eduardo Salles, líder da bancada do PP, bancada mais numerosa da base do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), reclamou da inexistência de diálogo por parte do governador Rui Costa (PT) com o setor agropecuário na decisão de alienação do terreno onde do Parque de Exposições, localizado na Av. Paralela, em Salvador. Por meio da Secretaria de Administração, o governo da Bahia publicou, no Diário Oficial desta quarta-feira (28), um aviso de chamamento público a empresas interessadas em estabelecer empreendimentos em algumas áreas na capital baiana, a exemplo do terreno do Parque de Exposições. 

 

Para o parlamentar, uma boa linha de discussão seria transformar o espaço em uma área multiuso, proposta que, segundo Salles, já havia sido pautada durante o governo de Jaques Wagner, quando ocupou o cargo de secretário estadual de Agricultura, e não obteve resistências.

 

“Nada pode acontecer sem conversa. O setor agropecuário é um dos mais importantes da Bahia. Aquele Parque de Exposições é de direito do governo, mas de fato do setor agropecuário. O governador precisa ouvir o segmento. Não pode tomar uma atitude unilateral, ele que é um democrata, sem reunir o setor agropecuário para poder discutir o assunto, pautar as questões”, enfatizou o deputado que é agrônomo por formação, e representante dos interesses do segmento no Legislativo. 

 

Salles explicou que a área é, ao fim, um “patrimônio da agropecuária”, fruto de uma negociação feita com o então governador Roberto Santos e, portanto, ”há uma questão jurídica que até pode ser pautada”. 

 

“O Parque de Exposições era em Ondina, onde hoje está a Universidade Federal da Bahia. Naquela altura, o então governador Roberto Santos fez uma troca com o setor agropecuário com aquele terreno na Paralela, que na época não tinha praticamente nada. Na verdade, o terreno na Paralela é um patrimônio da agropecuária, não do governo do Estado. Mas de qualquer forma, a grande questão é o governador tem de ouvir o segmento”, explicou. 

 

Ao comentar a publicação nesta terça-feira (27) durante o programa online Papo Correria, o governador utilizou como argumento a “necessidade de gerar empregos”, afirmando que uma área próxima à estação do metrô e ao aeroporto não poderia ficar “parada”. 

 

O deputado, por sua vez, rebate: “O setor agropecuário é um dos maiores geradores de empregos do Brasil. Em Juazeiro, por exemplo, foi batido recorde de carteira assinada já esse ano duas vezes com a agropecuária. Em todas as capitais e nas grandes cidades do mundo inteiro têm parques de exposições agropecuárias. Isso é uma valorização do segmento que coloca comida na mesa das pessoas todos os dias”.