GRAMPOS: ABIN PASSA BOLA PARA PF
“Estamos pagando um pato que não é nosso. Esse problema é da Polícia Federal, tudo foi feito no prédio da Polícia Federal”. Com estas afirmações o diretor do Departamento de Contra-Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Maurício Fortunato, justificou que a responsabilidade dos grampos no alto escalão do governo não é da Abin. Segundo ele, o delegado federal Protógenes Queiroz é o mentor da suposta participação do ex-servidor do Serviço Nacional de Informações (SNI), Francisco Ambrósio do Nascimento, na Operação Satiagraha. “Não podemos nos responsabilizar pelas decisões do delegado”, ponderou. Ambrósio teria feito escutas ilegais contra ministros, parlamentares e jornalistas durante os trabalhos que culminaram na prisão de 20 pessoas acusadas de crimes financeiros, inclusive o banqueiro baiano Daniel Dantas. Fortunato admitiu ter mantido contato com o "araponga", mas lamentou que a Agência está sendo “achincalhada na imprensa”.