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Fintech aguarda BC para finalizar compra do 'último banco da Bahia'

Fintech aguarda BC para finalizar compra do 'último banco da Bahia'
Foto: Reprodução / Bahia Econômica

A fintech Social Bank confirmou em fevereiro deste ano a intenção de comprar o Banco Capital, e aguarda a aprovação do Banco Central (BC) para concluir o negócio. A intenção dos acionistas é incorporar a instituição financeira conhecida como o "último banco da Bahia", e que atualmente pertence à família baiana Cunha Guedes, para dar início à operação em larga escala de um banco digital completo para pessoas físicas e jurídicas com viés social. De acordo com o Valor Econômico, na semana passada o BC publicou a declaração de propósito.

 

Adquirido pelo Grupo Cunha Guedes em 1968, o Banco Capital tinha como foco a oferta de crédito a setores como construção civil e concessionárias de veículos. Após uma primeira abordagem que não teve sucesso, a fintech começou a negociar com o presidente Alexandre da Cunha Guedes, que morreu em julho de 2019, aos 95 anos.

 

Já o Social Bank foi lançado em 2017, em Uberlândia (MG), e já alcançou 5 mil contas empresariais e 1,5 milhão de contas de pessoas físicas. Entre os serviços oferecidos estão contas digitais e empréstimos entre pessoas - o "social cash". O grupo também tem um contrato com a Organização das Nações Unidas (ONU), válido por cinco anos, para participar da transferência de recursos de agências internacionais a populações vulneráveis, como índios da Amazônia e refugiados venezuelanos.

 

Com perspectiva de movimentar R$ 700 milhões em 2020, a fintech tem metade das ações com o empresário Rodrigo Borges. Outro acionista é Carlos Wizard, que junto aos filhos Charles e Lincoln divide a outra metade. Mas segundo o Valor, novos acionistas podem entrar com uma rodada de aportes.

 

Em entrevista à revista, Borges explicou que o grupo precisava de "um voo maior", e que o pedido de licença feito ao BC para operar em diferentes áreas, como instituição de pagamento e sociedade de crédito direto, vai permitir que o grupo dê "crédito estruturado".

 

A ideia é, a partir dessa licença bancária, avançar em 30 municípios que o Social Bank considera "negligenciados" por grandes bancos, chamados "social cities". Essa "cidades sociais" seriam aquelas com potencial empreendedor e setores presentes, como agronegócio e construção civil.