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Grupo Wilson Sons nega ter recebido recursos do FMM para o Tecon Salvador

Grupo Wilson Sons nega ter recebido recursos do FMM para o Tecon Salvador
Foto: Reprodução/ Wilson Sons

A Wilson Sons, empresa de serviços portuários, marítimos e logísticos, negou que recursos do Fundo de Marinha Mercante (FMM) tenham sido liberados para o Tecon Salvador. O posicionamento é resposta a informação de que o líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), pode ter beneficiado o grupo em projeto de R$ 131 milhões do porto de Salvador (reveja aqui).


A Wilson Sons alega que “o FMM não financia terminais portuários” e “seus recursos se destinam exclusivamente à construção, docagem e reparo de embarcações”.


 “O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) é quem analisa e aprova pedidos de prioridade para projetos do FMM. A aprovação de prioridades para a Wilson Sons se deu em maio de 2017, por ocasião da 34ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), cerca de dois anos antes da reunião ocorrida no Ministério da Infraestrutura (MINFRA), fato que pode ser verificado, inclusive, no Diário Oficial da União. Estes recursos se destinavam a reparos e docagens de embarcações de apoio marítimo, não para obras em terminais portuários. A reunião citada tratou efetivamente de assuntos relacionados ao Tecon Salvador, conforme informado pelo Ministério da Infraestrutura. A concessão de financiamento pelo Fundo da Marinha Mercante jamais foi discutida em tal reunião”, explica o grupo por meio de nota enviada ao Bahia Notícias.


 Acrescenta ainda que “os projetos são submetidos ao MINFRA com pelo menos 60 dias de antecedência e, posteriormente, levados à aprovação do Conselho, presidido pelo MINFRA, e composto também por Casa Civil, Ministério da Economia, Ministério da Defesa, Petrobras, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF). E na esfera privada, por Syndarma, Sinaval, Confederação Nacional dos Trabalhadores Marítimos e Confederação Nacional dos Metalúrgicos”. 


“As decisões são tomadas por maioria de votos. A empresa destaca ainda que os financiamentos são concedidos por agentes financeiros, como o BNDES, o Banco do Brasil e a CEF, responsáveis por analisar o crédito dos requerentes e os respectivos enquadramentos no âmbito de seus processos internos de aprovação. Os agentes financeiros, após definida a prioridade do projeto, são responsáveis por analisar o crédito dos requerentes e os respectivos enquadramentos no âmbito de seus processos internos de aprovação. Assim ocorreu em relação ao referido enquadramento”, continua.

 
Finaliza a nota afirmando que “o relacionamento da Wilson Sons com o Poder Público sempre se deu em conformidade com os mais rígidos e criteriosos padrões de conduta de respeito à ética em seus negócios ao longo de quase dois séculos de atuação”.