Em meio a greve, Correios diz que continua operando com 83% do efetivo
Foto: Reprodução / Agência Brasil

Um levantamento parcial, realizado na manhã desta quarta-feira (19), mostrou que 83% dos 99 mil empregados do Correios prosseguem trabalhando regularmente.


Nas agências, serviços como consulta Limpa Nome Serasa, Achados e Perdidos, e agora, mais recentemente, a consulta para o Auxílio Emergencial, estão disponíveis à população, informou a empresa. A postagem de cartas e encomendas, inclusive SEDEX e PAC, continua sendo realizada e as entregas estão ocorrendo em todos os municípios.

 

Nesse período de pandemia, as unidades estão seguindo as devidas medidas de segurança. Todas as agências têm controlado o fluxo de atendimento e organizado os clientes de acordo com a distância recomendada.

 

Para minimizar os impactos à população, diante a paralisação parcial dos empregados, a empresa reitera que já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.

 

Os índices de qualidade estão sendo monitorados e a empresa está atuando para reforçar o fluxo de entregas.

 

Contra a privatização dos Correios, funcionários da estatal em todo o Brasil entraram em greve na noite dessa segunda-feira (17). Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), a paralisação não tem prazo para encerrar (saiba mais aqui).

 

Entre as queixas, a entidade reclama de "negligência com a saúde dos trabalhadores" na pandemia, pede que os direitos trabalhistas sejam garantidos e declara que foi surpreendida com a revogação do Acordo Coletivo, que estaria vigente até 2021. Segundo informações do G1, a Fentect aponta que desde julho os sindicatos buscam diálogo com a direção da empresas, mas nada aconteceu.

 

A empresa alega que ofereceu proposta com respaldo da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), que promove adequações aos benefícios que extrapolavam a CLT e outras legislações, de modo a alinhar a estatal ao que é praticado no mercado.

 

“Despesas com benefícios não previstos em lei, como o Vale Cultura, seguem na ordem de quase R$ 4 milhões mensais. O Vale Extra, também não coberto pela CLT e pago a cada empregado, custa aos Correios R$ 104 milhões anuais. Vale ressaltar que os trabalhadores continuam tendo acesso ao benefício do Auxílio-creche, para dependentes com até 5 anos de idade. Os tíquetes refeição e alimentação também permanecem sendo pagos, conforme previsto na legislação que rege o tema, sendo as quantidades adequadas aos dias úteis no mês, de acordo com a jornada de cada empregado: 22 tíquetes para quem trabalha de segunda a sexta-feira e 26 tíquetes para os empregados que trabalham inclusive aos sábados ou domingos”, disse a estatal em nota.

 

A empresa ainda diz que o movimento paredista agrava ainda mais a debilitada situação econômica da estatal: "Diante deste cenário, a instituição confia no compromisso e responsabilidade de seus empregados com a sociedade e com o país, para trazer o mínimo de prejuízo possível para a população, especialmente neste momento de pandemia, em que a atuação dos Correios é ainda mais essencial para o Brasil".

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