Após indução, menina de 10 anos vítima de estupro que engravidou expele feto
Foto: Kelly Marinho / TV Globo

A menina de 10 anos vítima de um estupro que ficou grávida expeliu o feto espontaneamente na manhã desta segunda-feira (17). A indução havia sido iniciada na noite deste domingo (16) pela equipe médica do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), da Universidade de Pernambuco, no Recife.

 

De acordo com o portal Universa, do Uol, a coordenadora de enfermagem do local, Benita Spinelli, afirmou que a criança está acompanhada da avó e de uma assistente social do Espírito Santo.

 

Uma avaliação multiprofissional está analisando a necessidade de retirar os últimos vestígios do feto por meio de curetagem. "Quando ocorre a indução do aborto pela medicação, às vezes não sai completo. Se isso ocorrer, ela deve ser submetida à curetagem ainda hoje. Se tudo seguir bem, ela deve ter alta amanhã", afirmou Spinelli, ao portal. 

 

Após o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, em Vitória-ES, negar-se a fazer o aborto, mesmo com autorização judicial, a garota de 10 anos teve que viajar para Recife. Ela mesma já tinha também demonstrado desejo de realizar o procedimento, gritando e chorando quando perguntada se queria seguir com a gravidez. 

 

"Para se fazer esse procedimento, existe uma sequência. Assim que ela chegou, foi feita a indução, mas isso leva algumas umas horas. Ela já expulsou, na verdade, e agora está sendo atendida por essa equipe multiprofissional", revelou ainda Spinelli. 

 

Vale lembrar que a criança era estuprada desde os 6 anos. O tio, de 33 anos, foi indiciado pelo crime, porém está foragido. A Polícia Civil do Espirito Santo afirma que teve conhecimento do caso quando a menina deu entrada em um hospital público da cidade de São Mateus, a 220 km de Vitória, com suspeita de gravidez.

 

Spinelli ainda aproveitou para repudiar as manifestações contra o aborto em frente ao hospital em Recife. "Nós temos que poupar ela dessa balbúrdia que foi feita ontem na porta de um hospital. (...) É uma menina de bastante vulnerabilidade, que foi protegida da melhor forma que a gente pôde, para não ouvir as atrocidades que foram ditas do lado de fora", afirmou. 

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