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Abraji repudia censura de matéria da Crusoé após decisão liminar em favor de Bia Kicis 

Abraji repudia censura de matéria da Crusoé após decisão liminar em favor de Bia Kicis 
Foto: Agência Câmara

A Associação Brasileira de Jornalismo Ivestigativo (Abraji) publicou nota em que repudia censura sofrida pela revista Crusoé no episódio que envolveu a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF). Nesta quarta-feira (12), o juiz de primeira instância Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª vara cível de Brasília, atendeu a pedido de Kicis para retirar da internet uma reportagem da revista Crusoé que fazia referência a seu nome. A ação movida por Kicis foi assinada por três advogados da procuradoria da Câmara dos Deputados.

 

Na nota da Abraji a associação explica que a decisão se baseou no fato de a congressista não ter sido entrevistada para a reportagem, que foi produzida a partir da análise de dados de redes sociais e discursos na Câmara. No entanto, ao ser questionada pelo juiz se optava “pelo pedido compensatório ou pelo direito de retratação”, a deputada preferiu a compensação em lugar de ter sua versão dos fatos publicada. 

 

A associação pontua que no julgamento em que a Lei de Imprensa foi revogada (ADPF 130), o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou excepcional qualquer tipo de intervenção estatal na divulgação de informações ou opiniões. O Supremo sugeriu que a reparação aos abusos da liberdade de expressão devem se dar por meio do direito de resposta, correção ou indenização, traz a publicação.

 

"A Abraji reconhece o direito de qualquer cidadão buscar reparação por eventuais danos causados pela veiculação de reportagens, mas repudia a exclusão de informações através de decisão liminar, antes do julgamento do mérito da questão. Por outro lado, lembra que deputados federais e outros mandatários são pessoas públicas que devem prestar contas de seus mandatos à sociedade, estando sujeitos a um maior escrutínio por parte da imprensa e menos imunes a críticas", finaliza a nota.