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Moro alfineta Bolsonaro: 'Não podemos nos conformar, nem apenas dizer cem mil e daí'
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Ex-ministro da Justiça, que deixou o governo em abril deste ano acusando o presidente Jair Bolsonaro de interferir na Polícia Federal (relembre), Sérgio Moro usou as redes sociais para lamentar as 100 mil mortes pelo novo coronavírus no Brasil e aproveitou para alfinetar o antigo aliado.

 

“Não podemos nos conformar, nem apenas dizer #CemMilEdaí. São mais de 100 mil mortos; 100 mil famílias que perderam entes para a Covid. Que a ciência nos aponte caminhos e que a fé nos dê esperança”, escreveu Moro, referindo-se a falas emblemáticas de Bolsonaro, durante a crise da pandemia.

 

O presidente, que chegou a classificar o novo coronavírus como “gripezinha”, teve uma resposta inusitada ao ser interpelado por jornalistas quando o Brasil ultrapassou 2500 mortes. “Eu não sou coveiro, tá certo?", disse. 

 

Pouco tempo depois, quando o país registrava 5 mil óbitos, ele mais uma vez fez declarações questionáveis: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?’”, retrucou. “Sou Messias, mas não faço milagre”, completou o chefe do executivo, que defende o uso da cloroquina como tratamento para a Covid-19, mesmo contrário à comunidade científica, que atestou a ineficácia da droga para este fim.

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