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Lava-Jato rebate Aras e classifica afirmação sobre 'caixa de segredos' como ilação falsa

Lava-Jato rebate Aras e classifica afirmação sobre 'caixa de segredos' como ilação falsa
Foto: Jade Coelho/Bahia Notícias

A força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba rebateu as declarações dos procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras. Crítico do lavajatismo, Aras disse em uma oportunidade que existia uma "caixa de segredos" da operação. 

 

A afirmação foi classificada pela força-tarefa da Lava-Jato como uma ilação falsa. 

 

Uma nota foi divulgada nesta quarta-feira (29), em que os procuradores falaram sobre a existência de uma tentativa de desacreditar as investigações de crimes graves praticados por políticos e empresários porque elas desagradam "parcela influente" da sociedade.

 

Os procuradores afirmam que não possuem documentos secretos. Que toda documentação é registrada nos sistemas eletrônicos da Justiça Federal e do Ministério Público Federal e podem ser acessados pelas Corregedorias. 

 

"As investigações e processos são ainda avaliados pelas Corregedorias e pelo Poder Judiciário, pelos advogados de investigados e réus e pela sociedade", diz a nota.

 

Augusto Aras disse que a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba tem mais dados armazenados que todo o sistema único do Ministério Público Federal. E que esses dados contêm informações sobre 38 mil pessoas.

 

Sobre esse ponto, os procuradores explicam que este é o número de pessoas físicas e jurídicas mencionadas em Relatórios de Inteligência Financeira encaminhados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que identifica operações suspeitas de lavagem de dinheiro. Os relatórios foram encaminhados ao Ministério Público Federal, acrescentam.

 

A extensão da base de dados, afirma a nota, revela a amplitude das investigações. Os procuradores explicam que um único computador pessoal apreendido pode ter mais de 1 terabyte de informações.