Terça, 21 de Julho de 2020 - 12:10

Prefeitura vai alargar calçadas e incentivar uso de bicicleta para 'novo normal' em Salvador

por Bruno Luiz / Ailma Teixeira

Prefeitura vai alargar calçadas e incentivar uso de bicicleta para 'novo normal' em Salvador
Foto: Divulgação/ Secom-PMS

O prefeito ACM Neto (DEM) apresentou nesta segunda-feira (21) o primeiro eixo, de um total de sete, do plano para estimular a economia de Salvador, atingida pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus. De acordo com ele, esta etapa do projeto visa investir em “soluções urbanas” para a cidade, com realização de intervenções urbanísticas de caráter temporário que serão adotadas pela gestão municipal. Entre elas, estão a ampliação de ciclovias e ciclofaixas, reordenamento de ruas para ambulantes e aumento do espaço para pedestre nas calçadas.

 

O prefeito afirmou que o eixo visa oferecer mais segurança à população e garantir o distanciamento seguro; valorizar as atividades ao ar livre e os espaços urbanos; priorizar o pedestre, com ampliação de calçadas e ruas exclusivas; fortalacer a rede cicloviária, incentivando o uso de bicicletas, patinetes, etc; e valorizar o comércio informal com ordenamento e monitoramento.  

 

"Ele [o eixo] passa a ter efeito imediato. A prefeitura já começa a fazer intervenções na cidade (...) para  a reordenação de ambulantes e feirantes, de maneira que eles possam trabalhar e para que o pedestre possa transitar sem que isso gere aglomeração", pontuou Neto em coletiva de imprensa virtual nesta terça-feira (21).

 

Como exemplo, ele citou a Avenida Sete de Setembro, onde há grande fluxo de pessoas e número de ambulantes. Os informais que costumam trabalhar no local passarão por uma redistribuição, com a subtração de 60 vagas de estacionamento no trecho da Praça da Piedade - Beco da Maria da Paz (450m). 

 

O mesmo processo será repetido na Rua Hélio Machado, na Boca do Rio (trecho: Rua Lavínia Magalhães - Terminal Boca do Rio, 350m), e na Estrada do Coqueiro Grande (Rua Waldemar Magalhães Matos, 470m) em Cajazeiras, mas sem a subtração de vagas. Já a Avenida Joana Angélica, que por duas vezes recebeu medidas restritivas, vai ser "inteiramente mudada". Mas, neste caso, o prefeito não detalhou como as mudanças serão feitas. Segundo o prefeito, o objetivo das medidas é facilitar a circulação de pessoas, evitando aglomerações e permitindo o distanciamento social. 

 

Ao longo da apresentação, Neto destacou que as cidades vão ter que passar por um processo de transformação urbana, não apenas em função de assegurar o distanciamento, mas de revisão de conceitos de ocupação dos espaços. Isso porque ele avalia que a relação das pessoas com a rua vai ser diferente.

 

 

REDE CICLOVIÁRIA
A gestão estuda expandir a malha cicloviária. Imediatamente, 35 km serão acrescidos aos 275 km existentes, ampliando a rede para 310 km de extensão. Um dos trechos que passarão por essas mudanças é o da Avenida Oscar Pontes à Avenida Jequitaia, na Cidade Baixa. 

 

Outras expansões acontecerão no Vale do Canela; Via Regional; Avenida São Marcos; Rua Carlos Gomes e Estação da Lapa; Rua Cônego Pereira e Rua J.J Seabra; região do Acesso Norte para dar acesso ao metrô; Rua Marquês de Monte Santo, em uma ligação entre Rio Vermelho e Amaralina; Avenida Tancredo Neves; e na ligação entre Avenida Tamburugy e Patamares na área da Estação Mussurunga. Intervenções em outras áreas da cidade estão em estudo pela pela prefeitura

 

Além disso, ciclofaixas provisórias serão construídas na região de Paripe, na Avenida Suburbana (1,2 km de extensão), e na Avenida Carlos Gomes, no trecho entre o Corredor da Vitória e a Praça Castro Alves (1,7 km de extensão).

 

SALVADOR VAI DE BIKE
Somada à construção de ciclofaixas, a prefeitura vai promover incentivos ao programa "Salvador vai de bike". O destaque no setor público é a concessão de um dia de folga aos servidores municipais por cada 15 dias de deslocamento ao trabalho usando bicicleta. Já no setor privado, prevalece o estímulo ao uso do transporte entre colaboradores de empresas privadas através de uma campanha de conscientização e concessão de benefícios fiscais, ainda em estudo pela gestão.

 

"Queremos que as bicicletas se tornem um meio cada vez maior de transporte. Enquanto não houver vacina, o transporte por ônibus é um vetor de transmissão da doença", destacou Neto.

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