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'Não pauto minhas ações em criticar propostas', diz Denice Santiago sobre gestão ACM Neto

Por Mari Leal

'Não pauto minhas ações em criticar propostas', diz Denice Santiago sobre gestão ACM Neto
Foto: Reprodução/Plataforma Zoom

A pré-candidata à prefeitura de Salvador pelo Partido dos Trabalhadores (PT), major Denice Santiago, apresentou, nesta sexta-feira (26), uma plataforma digital, denominada como um mecanismo de “escuta da cidade”. A proposta é uma tentativa de dar continuidade ao planejado incialmente para a campanha que, ciente da necessidade de “construir” politicamente a imagem da major, propunha “muito encontro com as pessoas, debate, corpo a corpo”. 


Denice rechaçou, no entanto, a ideia de estar em “desvantagem” em relação ao principal opositor, Bruno Reis (DEM), candidato do prefeito ACM Neto (DEM), em consequência das mudanças impostas pela pandemia no próprio processo eleitoral. “Não temo e não me sinto em diferença com qualquer que seja o candidato. A diferença é que somos o partido do afeto. Mas estamos aqui com outras formas de construção. Estamos em perfis diferentes, mas estamos com o maior partido de esquerda e temos a referência de gestão que o Governador Rui costa”, disse.


Durante o encontro virtual, Denice descartou ainda a possibilidade de pautar seu discurso político tendo por base críticas às ações implementadas pela gestão de ACM Neto. Segundo ela, a proposta é “construir”. “Não pauto minhas ações em criticar propostas, mas em construir propostas. Nossa proposta é avançar e construir uma cidade de todos e todas”. A pré-candidata, no entanto, afirmou que daria continuidade à obras iniciadas na atual gestão, a exemplo do BRT, em “respeito” ao povo. “Sejam lá quais são, as obras precisam ser concluídas”.


A escolha de major Denice como nome para a disputa em Salvador foi muita criticada por parte da militância petista, não só pelo fato de ser um nome de fora das bases do próprio partido, mas, inclusive, por sua trajetória militar. Denice Santiago acumula cerca de 30 anos de serviço na Polícia Militar da Bahia e assina a criação da Ronda Maria da Penha, mecanismo de combate à violência contra a mulher. 


Para a pré-candidata, a sua imagem e “investidura profissional” não se apresenta como impasse no contexto, apesar da conflituosa relação apontada a todo tempo, sobretudo pela militância petista e dos partidos de esquerda em geral, em que a “violência policial” e o “extermínio da juventude negra” se seguem de forma inquestionável, pelo menos nos discursos. 


“Eu sou um mosaico. Sou a Denice que é a mãe, que é a mulher, a psicóloga, e que é a policial. A investidura profissional não me define, mas faz parte de mim. Eu não preciso me dissociar de mim em nenhum momento. Se assim for necessário é porque aquela coisa não me merece”, enfatizou.


Durante a conversa com jornalistas da capital, a pré-candidata não precisou cenários para escolha do vice ou da vice, mas manifestou o desejo de que se conforme uma chapa com um dos partidos da base de apoio do governador Rui Costa. 


Nesta semana, Olívia Santana (PCdoB) e Niltinho (PP) anunciaram aliança.