Baiano revela dificuldades e apela ao governo por repatriação de 60 brasileiros da Colômbia
Por Mari Leal
O baiano Marcelo Vieira, de 58 anos, é parte de um grupo de 60 brasileiros que tem vivido dificuldades para retornar ao Brasil em meio à pandemia do coronavírus. Em contato com o Bahia Notícias, Marcelo revelou que foi para o país em janeiro, enviado pela empresa em que trabalha, a qual possuía contrato com uma petroquímica daquele país.
Segundo ele, desde meados de abril, quando o contrato entre as empresas foi finalizado, tem sido obrigado a arcar com as despesas de estadia e alimentação, demandas não previstas. Seu voo foi cancelado e o agravamento da pandemia nas últimas semanas tem dificultado ainda mais um possível retorno.
O grupo, disse Marcelo, tem buscado apoio da Embaixada brasileira. A solução dada foi um voo que partiria de Bogotá com destino final em São Paulo. A questão, no entanto, é a dificuldade de muitos em se deslocar até a capital do país para o embarque.
"Somos um grupo de mais ou menos 60 pessoas aqui espalhados pela Colômbia. Já fizemos contato com a embaixada Brasileira. Haverá um voo organizado pelo governo colombiano de São Paulo para Bogotá no dia 9 de maio para repatriar os seus nacionais. O governo brasileiro ofereceu esse voo no trecho de ida (Bogotá-São Paulo) para os brasileiros, mas com um custo de 450 dólares, cobrado por uma empresa aérea colombiana para ser totalmente custeado pelos passageiros brasileiros. A Embaixada Brasileira na Colômbia está apenas recolhendo os nomes dos interessados para repassar à essa companhia aérea", contou ao BN.
Marcelo alertou para o fato de muitos dos brasileiros que estão na Colômbia não possuírem os recursos necessários para custear a passagem, além de outros custos de deslocamento e hospedagem até Bogotá. "Temos o receio de que muitos brasileiros aqui serão deixados para trás", confessou.
"À título de exemplo, nessa comitiva há dois índios pajés que se encontram aqui e não possuem os recursos necessários. Outro exemplo são duas brasileiras que se encontram nas ilhas de Providencia e San Andrés. Não há voos comerciais saindo dessas ilhas no momento, pois o espaço aéreo colombiano está fechado para voos domésticos e internacionais, exceto para voos humanitários. Uma das poucas possibilidades de elas virem para o continente para serem repatriadas é uma ação conjunta dos governos brasileiro e colombiano", disse.
"Pedimos que divulguem essa mensagem para que nosso apelo chegue às autoridades competentes e que atitudes sejam tomadas para que possam resolver o problema de todos os brasileiros que necessitam ser repatriados daqui da Colômbia nesse momento", completou o baiano, que se diz privilegiado, apesar das dificuldades enfrentadas com a situação.
"Eu sou um privilegiado entre os deste grupo, pois estou bem acomodado e de alguma forma posso arcar com despesas proposta pela Bmbaixada brasileira, mas fico preocupado com muitos colegas que não têm estas condições", finalizou.
