Vídeo distorce falas de Rui sobre investimentos no combate ao coronavírus em Porto Seguro
por Mari Leal
É falso o vídeo que tem circulado nas redes sociais, o qual sugere que o governador Rui Costa (PT) incentiva a prefeita de Porto Seguro, Claudia Oliveira, a "produzir" casos ativos de coronavírus para receber investimentos.
A montagem, que já recebeu mais de 21 mil visualizações no Youtube, utiliza imagens de uma reunião entre o governador e mais 12 prefeitos de regiões distintas da Bahia, realizada há pouco mais de uma semana, em que o governador explicou os métodos e cálculos aplicados pelo Estado para justificar maior ou menor investimento em determinada cidade.
No trecho extraído, Rui explica como se dá a média do uso de UTIs em relação ao número de casos: "Para ocupar os dez leitos de UTI aí precisavam ter 200 pessoas simultaneamente ativos com a doença. Evidente que não é suficiente nenhuma quantidade de UTI".
Em seguida, o governador apresenta a realidade de outros países e demonstra que os 10 leitos leitos já existentes no município deverá, inicialmente, atender a demanda local, já que para ocupá-los integralmente deveriam existir os 200 casos ativos da Covid-19.
Após descontextualizar o trecho utilizado, o narrador do vídeo induz o espectador ao erro, afirmando que "governadores estão pegando o dinheiro do governo federal" para investir em hospitais de campanha ao invés de investir em "hospitais reais".
Ao ser questionado sobre o diálogo durante o programa semanal Papo Correria, o governador falou sobre a "milícia digital da fake news" e afirmou ser algo que "destrói o país".
"A última mentira foi com uma reunião em Porto Seguro. Denunciamos ao Ministério Público para identificar e processar criminalmente os autores. Peço que ajudem a desmentir. Já temos muito trabalho contra a Covid-19", enfatizou após ser questionado por um espectador.
"Infelizmente, todos os dias há uma fábrica interminável de calúnias, difamação, de fakes, de mentiras pelo escritório do mal, por milicianos que passaram a se sentir livres para realizar atividades criminosas no Brasil", acrescentou. Veja a resposta do governador:
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