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Hospital da Bahia promove 'visitas virtuais' para pacientes com Covid-19

Hospital da Bahia promove 'visitas virtuais' para pacientes com Covid-19
Foto: Divulgação

Por avaliar que o isolamento obrigatório impacta na saúde mental dos pacientes e famílias, o Comitê de Crise de Enfrentamento da Covid-19 do Hospital da Bahia utiliza a tecnologia para mitigar o sofrimento dos pacientes e oferecer assistência integral através da comunicação efetiva.

 

Coordenado pelo médico Marcelo Zollinger, o protocolo de "visita virtual" abrange algumas diretrizes assistenciais que visam acolher as demandas de cada paciente e seus familiares. "Dois canais de comunicação são oferecidos, ligações telefônicas e chamadas de vídeo. Para tanto, utiliza-se aparelho de smartphone e tablet para facilitar o encontro desta díade paciente-família, cuja máxima do cuidado se assenta na convocação do afeto como fator de proteção e estratégia de enfrentamento nesta condição de adoecimento atrelada à pandemia”, explica o Dr. Zollinger.

 

 

O serviço de psicologia, coordenado pela psicóloga Karine Sepúlveda, sempre esteve presente no cuidado do paciente crítico em terapia intensiva na unidade de saúde. Então, neste momento, o trabalho se adapta ao improviso clínico para manter a lógica intersubjetiva do cuidado aos pacientes e seus familiares.

 

As ligações telefônicas servem para estabelecer a comunicação verbal, efetiva e para o suporte e acolhimento das demandas da família em casa. Já as videochamadas, com o uso do tablet, são realizadas diariamente para as visitas virtuais do paciente com sua rede de apoio familiar e afetiva, cuja condição clínica permite interação e troca. 

 

Quando a gravidade clínica impede esse tipo de contato, utiliza-se de perícia clínica do psicólogo para manejar a crise e garantir espaço de escutabilidade das demandas em família. Após essa avaliação, a presença familiar pode ser incluída pelo envio de áudios e mensagens que são reproduzidas ao paciente à beira do leito. A ferramenta também é uma opção para os rituais de despedida.

 

“A implantação do comitê de crise multiprofissional permitiu um desenho antecipado dessas diretrizes clínicas para responder, desde nosso primeiro caso, às necessidades do cuidado institucional que alinhem excelência assistencial com os princípios que regem as boas práticas da humanização”, ressalta o médico.

 

Para isso, se organizou a formação de um time exclusivo de acolhimento, escuta e comunicação, sob a coordenação da psicologia. “A nossa experiência com a telepsicologia para o enfrentamento da crise nos permitiu criar medidas de combate e de prevenção dos efeitos danosos produzidos pelas múltiplas perdas instauradas com o adoecimento e o desolamento trágico imposto com a perda do vínculo paciente-família. Continuamos conectando pessoas e seus afetos para garantir que experiências dolorosas possam ser recobertas pela linguagem e possam ter lugar de ancoragem no hospital”, afirma Karine, membro do Comitê de Crise do Hospital da Bahia.

 

Esse trabalho conta com especialistas no manejo da crise intersubjetiva, já que se considera que o excesso e sobrecarga emocional de escutar histórias de vida interrompidas pela doença pode acometer a equipe de saúde envolvida no cuidado direto desses pacientes e, consequentemente, comprometer a performance técnica por interferência e atravessamento de afetos e desenlaces presentes na natureza das relações familiares.