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Abam realiza campanha para ajudar baianas de acarajé durante a pandemia

 Abam realiza campanha para ajudar baianas de acarajé durante a pandemia
Ana Rita é presidente da Abam | Foto: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias

A crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus atingiu vários setores. E isso também chegou nas baianas de acarajé. Diante deste cenário, a Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam) iniciou uma vaquinha virtual para arrecadar R$ 35 mil até o dia 21 de maio. O objetivo é auxiliar os profissionais que ficaram sem uma fonte de renda. 

 

"Está muito difícil. Desde o dia 20 de março elas pararam de trabalhar. A maioria delas é chefe de casa, sobrevive daquele tabuleiro. Tem baiana que vende de manhã para comer a janta. O problema maior é que algumas delas têm muitos filhos, o que deixa a situação ainda mais difícil. Não tem ninguém na rua, não tem para quem elas possam vender", disse Rita Santos, presidente da Abam.

 

A campanha irá beneficiar baianas de acarajé de Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Porto Seguro, Feira de Santana e Juazeiro. 

 

Em Salvador, o decreto de auxílio financeiro para trabalhadores informais assinado pelo prefeito ACM Neto (DEM) inclui mais de 600 baianas de acarajé licenciadas, que receberão R$ 270 do poder público municipal. No entanto, muitas profissionais estão de fora, de acordo com Rita Santos.

 

"Sempre se falou que existe mais de quatro mil baianas. Mas não é um dado confiável, não sabemos quantas tem de fato. A prefeitura de Salvador está atendendo a 630, mas só as que têm licença ou protocolo, estão recebendo ajuda de custo de R$ 270. Das que trabalham na areia da praia, nenhuma vai receber nada. Elas não têm licença ou protocolo. Na última estatística que fizemos, só na orla, do Porto da Barra até Ipiranga, contamos 550 baianas. Só nessa área. Mas tem a orla do subúrbio, nunca fizemos uma pesquisa. Da prefeitura, elas não vão receber nada", destacou.

 

O acarajé é reconhecido como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico (Iphan) desde 2005. Quem quiser ajudar, basta acessar o link (clique aqui) e seguir as orientações.