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Ilê Ayê diz que tenta sanar dívidas para evitar leilão da Senzala do Barro Preto

 Ilê Ayê diz que tenta sanar dívidas para evitar leilão da Senzala do Barro Preto
Foto: Divulgação

Sobre a decisão judicial que definiu o leilão da conhecida Senzala do Barro Preto, que pertence Associação Cultural do bloco carnavalesco e cultural Ilê Ayê, o grupo afirmou que, "apesar de entender como injusta a decisão da Justiça do Trabalho acerca do pagamento de aproximadamente R$ 400 mil, abatidos mais R$100 mil que foram bloqueados em suas contas e já liberados em favor do reclamante Adaelson Evangelista Santos, continua enviando esforços para efetiva quitação da dívida, a fim de impedir o leilão da sua sede. 

 

Por meio de nota enviada ao Bahia Notícias a instituição informou ainda que "se curvará ao julgamento já definitivo e está buscando todos os meios possíveis para negociar o pagamento da dívida". A diretoria do bloco, presidida por Antônio Carlos Vovô, "entende se tratar de um valor exorbitante e totalmente fora da realidade, mas, diante do trânsito em julgado, reconhece só restar à entidade tentar negociar e conseguir um parcelamento para evitar um mal maior uma vez que o imóvel cumpre finalidade social, funcionando nele a Escola Mãe Hilda e a Escola de Percussão, Canto e Dança Band’erê.

 

No último dia 5 de abril, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª região expediu o mandado de penhora de imóvel. "Fica o Sr. Oficial de Justiça autorizado a requisitar auxílio de força policial, se necessário, para realização de penhora. Deverá o Sr. Oficial de Justiça proceder ao registro fotográfico dos bens penhorados para a sua correta identificação", diz o documento. 

 

A sentença em primeira instância ocorreu em 2011, quando a juíza do trabalho Viviane Maria Leite entendeu como procedente o pedido de Adaelson Evangelista Santos, que disse ter participado da "banda do reclamado [Ilê Ayê] como cantor; e que essa prestação ocorreu entre 1988 até o carnaval de 2010".