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Após assinarem acordo, empresas esperam salvar até 2 milhões de empregos

Após assinarem acordo, empresas esperam salvar até 2 milhões de empregos
Foto: Marcello Casal jr. / Agência Brasil

Cerca de dois milhões de empregos podem ser salvos com o acordo que os mais de 4 mil empresários assinaram, na última segunda-feira. No termo, os donos das empresas se comprometem a não demitir ninguém pelos próximos dois meses, mesmo em meio à pandemia da Covid-19.

 

De acordo com o Estadão, a inciativa foi criada no dia 3 de abril, pela Ânima Educação, mas não representa uma garantia jurídica, e sim simbólica. Empresas como a Magazine Luiza, Natura, Boticário e GPA (das redes Pão de Açúcar e Extra), além dos bancos Santander e Itaú, apoiaram a medida.

 

Na avaliação do presidente do conselho da Ânima Educação, Daniel Castanho, que lançou o projeto, apesar de não representar valor jurídico, "quem assinar e descumprir, corre o risco de ser exposto nas redes sociais pelos próprios funcionários".

 

Segundo um estudo divulgado pelo Santander, no início do mês, o pior momento da crise econômica deve ocorrer no fim do segundo trimeste, ou seja, entre o começo de abril e o final de junho.

 

Outro fator importante da iniciativa é ir contra a ideia de outros grandes empresários, como Junior Durski, dono da rede de restaurantes Madero, que anunciou que previa o corte de mais de 600 funcionários em decorrência da crise gerada pela Covid-19.

 

SITUAÇÃO DE PREOCUPAÇÃO 

 

No último domingo, um relatório divulgado pelo Banco Mundial demonstrou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve cair 5% este ano, sendo o pior resultado em 120 anos.