Maia evita questões políticas e retoma discursos de 'união' em relação ao coronavírus
Em entrevista coletiva nesta tarde terça-feira (7) o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, evitou comentar as divergências política afloradas entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, após as tensões da segunda-feira (7). Maia voltou ainda a enfatizar a necessidade de dar celeridade as ações de apoio à população, assim como os meios de garantir o capital de giro a empresas que garantem elevado número de empregos, a exemplo das do setor de saúde.
"Continuo respeitando o trabalhado que tem sido feito pelo Mandetta. O congresso tem trabalhado para garantir o apoio às empresas, aos setores. O mandetta merece hoje de todos nós o respeito", enfatizou.
Sobre o auxílio complementar, que deverá ser apreciado pela Câmara, o presidente afirmou que a Casa está em fase de avaliação do texto, mas acredita que a votação ocorra amanhã (8). Sobre as formas de pagamento e liberação dos benefícios, Maia defendeu que "toda a rede bancária tem de estar disponível para ajudar a fazer com que o dinheito chegue mais rápido para as famílias. O ministro Onyx disse para a população procurar só as casas lotéricas, é um erro e um desrespeito aos municípios, aos CRAS que ao longo dos últimos anos sempre deu andamento as ações governamentais. A integração com outros bancos, municípios e outras medidas como pagamento via maquininhas de cartão. É mais Brasil e menos Brasília".
Rodrigo Maia firmou ainda que líderes estão construindo um acordo para votar ainda nesta semana uma proposta de ajuda aos estados no curto prazo, enquanto durar a pandemia de Covid-19.
O chamado Plano Mansueto cuja votação estava prevista inicialmente para esta semana, ficaria para um segundo momento, de acordo com Maia.
Ele adiantou que negocia com a equipe econômica um texto enxuto que trate da crise no curto prazo: ICMS para os próximos três meses e linhas de financiamento para o enfrentamento da crise.
“Nossa intenção é que o acordo seja feito nesta semana, até quinta-feira, mas acredito que até amanhã, já temos as condições de apresentar ideias para soluções de curto prazo. As soluções de médio e longo prazo, a gente discute num segundo momento, com o parlamento discutindo de forma presencial para ver se tem mais condições de aprovar”.
