DE PERNAS PARA O AR
Por (Lucas Esteves)
Em sua coluna diária publicada no jornal a Tarde, Samuel Celestino analisa a atual onda de decisões judiciais que afetam diretamente a vida política nacional. As ações do poder judiciário têm ocorrido em um período em que o legislativo, em tempos eleitorais, passa por uma letargia causada pela fuga de políticos para seus currais em busca de eleger candidatos e estender seus tentáculos para o maior número possível de locais. Com isso, sobra para o judiciário legislar, o que não tem agradado aos políticos em Brasília, mas trazido resultados que podem instituir ganhos práticos, como a proibição do nepotismo nos três poderes. “Alguns congressistas esperneiam e acham que se trata de invasão de atribuições de um poder em relação ao outro, mas, na verdade, a maioria dos parlamentares está mais adormecida do que os projetos e mais interessada em outros objetivos (...). O presidente do Senado, Garibaldi Alves, apontou o avanço do Poder Judiciário e, numa espécie de “mea culpa”, acusa o golpe. Passou a criticar a omissão do Congresso Nacional e, segundo ele, o “Judiciário está legislando o País”. (...)Nada disso. O que o Supremo está fazendo é o que o Congresso não faz, ou seja, regulamentando, sobre o que determina a Constituição.”