Prefeitura de Itaparica rechaça declarações de gestor de Vera Cruz sobre unidade de saúde 
Foto: Divulgação

A prefeitura de Itaparica emitiu uma nota oficial na qual rechaça as declarações do prefeito de Vera Cruz, Marcus Vinícius, que classificou como “infeliz”, “absurda” e “derrota” a ideia da gestora encaminhada ao Governo do Estado para instalar um Centro de Referência para o tratamento do novo coronavírus em Itaparica. 

 

“A população de Itaparica e profissionais de saúde do Estado da Bahia ficaram horrorizados com as  declarações do prefeito de Vera Cruz, Marcus Vinícius, que tem utilizado do caso do coronavírus para fazer política de forma irresponsável. O gestor está inconformado porque o município de Itaparica vai ganhar um Centro de Referência de Coronavírus, que será estruturado pelo Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Itaparica. Em vez de comemorar pela instalação da unidade, que tem o objetivo de salvar vidas, o senhor Marcus Vinícius passou a fazer publicações agressivas em redes sociais para desqualificar a prefeita Marlylda Barbuda e a secretária municipal de Saúde de Itaparica, Stella Souza, e agredir o governador da Bahia, Rui Costa, e técnicos da Secretaria Estadual de Saúde”, diz nota.

 

“Ora, como pode um chefe de poder Executivo considerar como derrota absurda a instalação de uma unidade de saúde? Essa é uma grande conquista para a população de toda Ilha de Itaparica, incluindo a cidade de Vera Cruz e até mesmo outros municípios, a exemplo de Salinas da Margarida”, destacou o documento, destacando que o prefeito “prefere apequenar-se moralmente” ao alimentar uma “queda de braço política” para que o centro fosse instalado no Hospital Maria Amélia, em Vera Cruz. “A escolha do prédio do CAPS para receber o Centro de Referência em Coronavírus de Itaparica foi feita a partir de critérios técnicos da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, que aprovou a estrutura da unidade”, pontua. 

 

“Lamentamos ainda a postura do prefeito vizinho que, numa declaração discriminatória, disse que o Centro de Referência não podia funcionar num bairro onde moram pessoas ‘humildes’, como o Alto das Pombas, pois traria transtornos para as pessoas de bairros centrais. Não aceitamos essa fala preconceituosa do gestor contra os direitos humanos do povo do Alto das Pombas, por isso iremos acioná-lo pela atitude racista e discriminatória”, concluiu.

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