NENHUM “BOM MOÇO” FOI AO DEBATE DA BAND
Por (Daniel Pinto)
Foto: Max Haack/Bahia Notícias
Apesar do formato engessado, em geral, este segundo debate televisionado foi mais interessante do que o primeiro. Os candidatos estavam mais preparados, ninguém posou de “bom moço” o tempo inteiro e, na medida do possível, todos mostram algumas propostas. Numa ação quase que coordenada, ACM Neto (DEM), Antônio Imbassahy (PSDB) e Walter Pinheiro (PT) criticaram a postura da Prefeitura de Salvador em ressaltar a todo instante que a segurança pública é compromisso do Estado. “O combate à violência deve ser tratado com ações integradas entre todos os poderes”, disse Imbassahy. “Quando for prefeito, a segurança pública vai ser tratada no meu gabinete”, prometeu Pinheiro. Já ACM Neto, voltou a falar do Big Brother nos Bairros, mas ressaltou que o programa possui caráter complementar. Hilton Coelho (PSol) não teve um desempenho tão marcante quanto no último confronto entre os candidatos. Dessa vez, ele mostrou certo nervosismo, gaguejou em alguns momentos e repetiu muitas vezes palavras como funesto, nefasto, macabro, capital, banqueiros. Num dado momento Hilton chegou a responsabilizar o ex-prefeito Imbassahy pelo suicídio de ex-servidores municipais. Mas, se engana quem pensa que o prefeito João Henrique dormiu no ponto. Ao confrontar Pinheiro, JH lembrou que o deputado já votou contra o governo Lula e por pouco não foi expulso do PT. Enquanto todos, com exceção de Hilton, digladiavam pelo apoio de Wagner e Lula, Neto fez um importante questionamento. “Afinal de contas, quem vai administrar a cidade: o governador, o presidente ou o prefeito?”. No final do debate, os candidatos enalteceram a iniciativa democrática e comemoraram os seus desempenhos. Cada um sagrou-se vencedor.