São Paulo tem registro diário de 30 pessoas mortas com suspeita de coronavírus
A cidade de São Paulo aponta entre 30 e 40 enterros diários em cemitérios públicos de pessoas mortas com suspeita do novo coronavírus. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o atraso do Instituto Adolfo Lutz, que processa os testes para Covid-19 no Sistema Público de saúde, em disponibilizar os resultados dos testes de comprovação na doença impede que o registro seja feito pelo Ministério da Saúde.
Até o momento, São Paulo é o estado que registrou mais casos no país (2.339), e consequentemente o que contabilizou mais mortes (121). No Brasil, são 5.717 casos confirmados, que resultaram em 201 mortes.
Ainda de acordo com a Folha, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e o Serviço Municipal da cidade não querem informar o número total de pessoas que foram enterradas com suspeitas da doença. Em média, a cidade registra 250 enterros por dia em 22 cemitérios municipais.
Até o último domingo (29), o Instituto Adolfo Lutz possuía uma fila de 14 mil testes esperando por resultado, e recebia, por dia, cerca de 1.200 amostras para serem testadas. De acordo com a Secretaria de Saúde do estado, a capacidade diária de processamento de testes foi aumentada de 400 para 1.000.
