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Hospital Couto Maia não registra casos de Covid-19; médico citado acusa edição de print

Por Ulisses Gama

Hospital Couto Maia não registra casos de Covid-19; médico citado acusa edição de print
Foto: Carol Garcia / GOVBA

Em meio à pandemia de coronavírus que assola o mundo, as fake news surgem nas redes sociais para causar maior desespero à população. Um desses exemplos de informação incorreta surgiu em Salvador nesta quarta-feira (18). Em um print que circula, o médico infectologista Tiago Lôbo teria dito que existiam casos confirmados não computados no hospital Couto Maia.

 

Em contato com a reportagem do Bahia Notícias, Tiago afirmou que as imagens divulgadas estão editadas. No entanto, o profissional indicou a quarentena da população para evitar o contágio da doença.

 

"É um print que tem edições. Tem muita coisa que não é verdade. O que temos hoje é um quadro sem casos confirmados. A gente não tem transmissões confirmadas na comunidade. Fica o alerta para as pessoas ficarem em casa e diminuir aglomeração é válido. É preciso que cuidemos uns dos outros", declarou.

 

De acordo com Tiago, o hospital Couto Maia está fazendo todos os procedimentos para tratar de casos suspeitos que estão surgindo. No entanto, a "compra exagerada" de material pela população tem atrapalhado.

 

"Todos os procedimentos estão sendo feitos para paramentar. Separamos uma ala para verificar os casos suspeitos. Temos leitos reservados para pessoas que precisam ficar em precaução ou isoladas. Temos equipamentos de proteção, mas preocupa a dificuldade de comprar os produtos em virtude da demanda. A população está fazendo compras exageradas de máscaras, por exemplo. Isso acaba prejudicando", explicou.

 

Em nota oficial divulgada nesta quarta, o hospital Couto Maia afirma que "é referência há 167 anos para doenças infectocontagiosas. Desde 2018 está com novas instalações, adequadas para o atendimento a esses casos". O comunicado reforça que, no momento, não há nenhum caso registrado de Covid-19.

 

 

Por meio de uma nota conjunta, o Instituto Couto Maia e o médico reforço que "houve edição com alguns cortes" nos prints que circularam em grupo de WhatsApp. "O número citado não se refere a casos atendidos no Instituto Couto Maia, como as pessoas entenderam. Sei que esta mensagem foi muito divulgada e pode ter contribuído para aumentar o medo das pessoas, o que de forma nenhuma ajuda neste momento", ressalta Lôbo.

 

"Gostaria de me retratar e dizer que a instituição que trabalho, por suas características está atendendo num pronto-atendimento dedicado, vários pacientes com Síndrome Respiratória e alguns com suspeita de Covid-19 e até o momento nenhum foi confirmado. Participei ativamente na organização da unidade para ser referência para o Covid-19 e solicito que parem de divulgar uma mensagem que foi enviada num grupo restrito, não ajuda a ninguém. Precisamos da união de todos", ressaltou. (Atualizada às 13h22)