Quinta, 05 de Março de 2020 - 00:00

Líder do PT na CMS, Marta não crê em 'intromissão' de Rui na votação da Previdência

por Lucas Arraz / Matheus Caldas / Jade Coelho / Mauricio Leiro

Líder do PT na CMS, Marta não crê em 'intromissão' de Rui na votação da Previdência
Foto: Matheus Caldas / Bahia Notícias

Líder do PT na Câmara Municipal, Marta Rodrigues não crê que o governador Rui Costa irá se intrometer na articulação dos vereadores petistas durante o processo de tramitação da reforma municipal da Previdência na Casa. O texto chegou ao legislativo do município nesta quarta-feira (4).

 

“O governador não tem tomado esse atitude. Até agora, eu sou vereadora de segundo mandato, nunca recebi orientação nesse sentido. Ele também já foi vereador nessa casa e sabe a importância que se tem de dialogar”, afirma, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

A parlamentar ainda negou ter recebido orientação do Executivo estadual em relação à forma de votar da bancada petista na Casa - em dezembro, o BN trouxe a informação de que Rui e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), se comprometeram a mobilizar suas bases políticas em prol da aprovação da reforma da Previdência para servidores públicos da capital baiana e do estado (leia mais aqui). “Que eu saiba, desconheço essa orientação. Quem nos orienta nessa Casa são os servidores, os trabalhadores. Se os servidores disserem que esse texto não contempla eles... Quem vai nos pautar aqui são eles”, conclui.

 

Outro membro da bancada do PT na Câmara, Moisés Rocha também alega não ter recebido orientação de Rui. Ele, no entanto, defende a possibilidade de o governador ser consultado. "Se o governador nos chamar para conversar nós iremos. Não vamos dizer não para a maior liderança política do estado da Bahia. É o maior quadro político do PT. Se combina o jogo antes de ser jogado. Se ele já está sendo jogado não adianta combinar depois. Ele não combinou nada antes e, a essa altura do campeonato, a bancada vai ter independência. Vai analisar e fazer o comparativo entre as propostas. Não podemos ser incoerentes, mas não existe nenhum tipo de apoio", analisa.

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