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Coronel diz não colher assinaturas para adiar prazo final de CPMI: 'Meu papel é de juiz'

Por Lucas Arraz / Mauricio Leiro

Coronel diz não colher assinaturas para adiar prazo final de CPMI: 'Meu papel é de juiz'
Foto: Reprodução / Geraldo Magela / Agência Senado

Com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) tendo prazo de funcionamento expirando no próximo dia 13 de abril, o presidente da Comissão e senador Angelo Coronel (PSD) diz não ter responsabilidade de coletar as assinaturas para promover o adiamento. Segundo a relatora e deputada federal Lídice da Mata (PSB), se não houver adiamento, não haverá tempo hábil para concluir as investigações.

 

"O meu papel é de juiz, de presidente, essa coleta de assinatura cabe aos líderes partidários, tanto da Câmara, sair coletando. Está previsto. Temos pouco mais de um mês e acredito que até o final do mês que se terá um balanço. Acho que sim, é provável [devem conseguir as assinaturas] e são temas de interesse público", comentou ao Bahia Notícias. 

 

Coronel acredita que apuração que por sua relevância, a CMPI deve levar os criminosos digitais para a cadeia e entende que até o prazo final muitas pessoas devem ser chamadas a depor, entre eles, o Facebook e o Twitter (reveja aqui). 

 

"Temos ainda aproximadamente 12 sessões para o término e várias oitivas a serem proferidas, que são objeto de requerimento, que vamos colocar em pauta", disse. 

 

CONTA PARA ADIAR O PRAZO

Para conseguir adiar a CPMI é necessário o apoio formal de 1/3 dos 513 deputados e dos 81 senadores. Lídice já tinha dito que que não há até agora nenhum líder ajudando a colher assinaturas.