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Ricardo Chaves vê movimento de retorno do axé ao centro do carnaval: 'Tudo é um ciclo'

Por Bruno Leite / Jade Coelho

Ricardo Chaves vê movimento de retorno do axé ao centro do carnaval: 'Tudo é um ciclo'
Foto: Francisco Carlos / Ag. Haack / Bahia Notícias

Ao destacar que “tudo é um ciclo”, o cantor da banda Mudei de Nome, Ricardo Chaves acredita em um movimento de retomada de força do axé. “A força do axé, da musica raiz, a gente está sentindo cada vez mais nesses últimos anos”, disse ao BN em entrevista nesta terça-feira (25), último dia de carnaval na capital baiana, no Camarote da Veveta.

 

“Eu posso falar com propriedade pelo que está acontecendo com o Mudei de Nome, a pipoca da gente cada vez maior, os artistas, outros, voltando a tocar músicas de axé mesmo, raiz”, destacou o artista.

 

Chaves ainda citou a cantora Ivete Sangalo e a aposta dela de música para o Carnaval 2020, “O Mundo Vai”, como exemplo. “É só a agente ver a música de Ivete, que não tem como não ser a música do Carnaval, é axé na veia”, avaliou Ricardo Chaves, que assim como Ivete, já foi cantor da Banda Eva.

 

Os últimos levantamentos do Ecad, que considera as músicas que mais arrecadaram direitos autorais nos períodos de Carnaval nos últimos dez anos, o axé vem perdendo espaço. Enquanto no ano de 2011 28 das 50 músicas na lista de mais tocadas eram de axé, contra apenas três músicas de outros gêneros contemporâneos. Em 2018, foram seis músicas de axé, contra nove só apenas de funk.

 

Apesar dos número, para o artista a Bahia e o carnaval baiano se reencontraram com o que ele chama de “música de rua”. “Bacana isso, a festa voltou a ser do povo. Tem muito mais artistas de axé do que a gente tinha antes”, acrescentou Ricardo Chaves.