Governador de SP critica 'miliciamento' de polícias militares e defende firmeza de Moro
Por Rodrigo Daniel Silva / Fernando Duarte
De passagem pelo Carnaval de Salvador, o governador de São Paulo, João Doria, criticou, nesta terça-feira (25), o que ele chamou de “miliciamento das polícias militares”. “Primeiro é inconstitucional. Depois é condenável, porque é antidemocrático”, reclamou Doria. Para ele, o ambiente de motim como o testemunhado pelo Ceará “fragiliza a relação da população” com a polícia. “Vai confiar em quem?”, questionou o chefe do Palácio dos Bandeirantes.
Doria evitou criticar diretamente o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que esteve no Ceará e não condenou o movimento de policiais militares, que seguem paralisados mesmo com a declaração da irregularidade da mobilização. “É preciso que o governo federal tenha um posicionamento melhor nessa área. Eu confio e gosto do ministro Sérgio Moro, mas ele precisa ter a firmeza que sempre teve como juiz agora como ministro também”, alfinetou o governador paulista.
ZAP DOS GOVERNADORES
O chefe do Executivo de São Paulo ainda revelou que o “miliciamento de polícias militares” tem preocupado não apenas o Ceará, que passa por essa situação agora. “Nós temos um grupo de WhatsApp, nos falamos diariamente. Há uma preocupação clara de todos os governadores em relação a esse miliciamento da polícia militar”, relatou Doria, que voltou a provocar o presidente Jair Bolsonaro pela forma “desrespeitosa” como “vem se dirigindo e tratando com os governadores”.
