Não há diferença de exigências para atrações do Ouro Negro e convidadas, diz Bahiatursa
Por Júnior Moreira Bordalo / Jade Coelho
Presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado garante que não há diferenciação entre a documentação necessária para as entidades inscritas no edital Ouro Negro e os artistas convidados pelo governo para tocar no Carnaval de Salvador. Segundo Medrado, diferente é apenas o processo de liberação do recurso.
“A mesma documentação. Só que lá [no edital Ouro Negro] eles têm a garantia de que vai receber se você tiver com a documentação. No nosso caso não, passa por uma comissão, por alguns critérios que a gente tem e aí é deferido ou não o processo”, explicou o presidente da Bahiatursa nesta segunda-feira (24) de carnaval, enquanto curtia o Camarote da Veveta.
Ele ainda explica que o projeto Ouro Negro é uma lei desde a gestão do ex-governador Jaques Wagner (PT), e possui “ritos” que “precisam ser seguidos”. “Costumo falar sempre: se você tiver em dia, se tiver planejamento, você tem a verba do Ouro Negro”. O titular da Bahiatursa ainda destacou que em 2020 a verba empregada pelo edital foi menor em comparação com 2019 por falta e documentação das entidades. Um dos blocos que ficou de fora neste ano foi o Ilê Ayiê, que apresentou documentação vencida.
“Você tem uma verba destinada anualmente. Esse ano a verba gasta foi menor que o ano passado por falta de documentação das entidades, o problema não está no Ouro Negro, está no planejamento das entidades, seja afro, samba ou outro segmento que o processo do Ouro Negro atende”, complementou Diego.
Medrado ainda comentou sobre o esvaziamento do circuito Osmar. “A gente tem algumas questões sobre o Campo Grande. Quando a gente vai fechar a grade a gente tem a rejeição inclusive de alguns artistas. A gente tem artistas que não querem tocar no Campo Grande”, revelou. “Na medida que o governo pode a gente vai fazendo”, completou.
