DJ Thascya lembra como crise levou brasileiros a terem mais espaço na música eletrônica
Por Glauber Guerra / Rebeca Menezes
Eleita por três anos consecutivos a melhor DJ do país, a mineira Thascya se sente honrada de fazer parte da história da música eletrônica brasileira. Atração do Camarote Skol Puro Malte neste sábado (22), ela conversou com o Bahia Notícias sobre o que levou os DJs brasileiros a ganharem tanto espaço.
"A gente começou a ter notoriedade quando teve uma crise econômica no país e tava caro contratar as atrações internacionais. E aí a gente começou a ganhar espaço, e nessa a gente começou a se aprimorar cada vez mais. Porque antes a cultura do Brasil era que DJs fossem só DJs. Só que aí eles começaram a estudar produção musical e começaram a elevar o nível nacional, porque além de tocar músicas de outros artistas, começaram a fazer sucesso com suas próprias músicas", lembrou, dizendo que da crise surgiu uma oportunidade
"Hoje a gente vê o Alok com um trio em Salvador, na terra do axé. E eu fico muito feliz de fazer parte dessa trajetória, porque eu já tenho 11 anos de carreira e peguei toda essa evolução", comemora.
E ela espera viver uma experiência como a de Alok. A vontade surgiu após tocar na torre de música eletrônica instalada na Barra, próximo à saída dos trios. "Depois que toquei na torre eletrônica, eu falei que ano que vem eu quero um trio. Porque a galera não queria saber dos trios, não, queriam ficar o tempo inteiro ali no palco".
