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Tuca Fernandes não acredita em 'fim' do axé: 'Sempre teve altos e baixos'

Por Glauber Guerra / Rebeca Menezes

Tuca Fernandes não acredita em 'fim' do axé: 'Sempre teve altos e baixos'
Foto: Enaldo Pinto / Ag Haack / Bahia Notícias

O cantor Tuca Fernandes não leva muito a sério as afirmações de que o axé vai acabar, até porque ele já ouvia isso 30 anos atrás.

 

Atração do Camarote Skol Puro Malte na madrugada deste sábado (22), o cantor relembrou a época em que ele ainda tocava um estilo bem diferente do atual. "Eu sou da época do rock'n roll dos anos 1980. Até Durval [Lelys] me chamar pra tocar no trio dele em 1992, da época do "Com Amor", eu tinha uma banda de rock. Em 1993, 1994 virou uma banda de axé. E desde aquela época diziam 'o axé acabou'. Eu não falava isso porque eu era amigo de Ricardo Chaves, de Durval, eu gostava, eu saía no bloco deles. Mas a galera já falava 'Ih, o axé morreu'. Sempre teve esses altos e baixos. Como diz o poeta Lulu Santos, como uma onda no mar", detalhou.


Tuca disse ainda que "o Axé Music vive hoje da história que construiu ao longo de mais de 30 anos", e que "a história tem mostrado que a gente vai, mas sempre dá a volta por cima". "Sabe quando você puxa a flecha pra trás, pra atirar? Esse recuo agora é onde a gente tá. Eu tô sentindo que a gente tá voltando às origens, bebendo na origem". 

 

O cantor citou ainda seu projeto mais recente, que começou no ano passado e deve seguir após o Carnaval. "A gente tá com um projeto novo, mas que fala da saudade, daqueles tempos, dos carnavais. É um projeto chamado "Ê Saudade", que a gente vai levar pro Brasil. Eu toco todas as músicas da época do 'Jheremmias Não Bate Corner', minha fase no Jammil e Uma Noites, da minha carreira solo, e também músicas que fizeram uma história".