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'Quem está na gestão não pode dar jeitinho', diz secretária sobre edital do Ouro Negro

Por Jamile Amine / Rodrigo Daniel Silva

'Quem está na gestão não pode dar jeitinho', diz secretária sobre edital do Ouro Negro
Foto: Jailton Suzart/Ag. Haack

A secretária estadual de Cultura (Secult), Arany Santana, se manifestou, nesta sexta-feira (21), sobre as polêmicas no edital Ouro Negro deste ano. A titular da Secult ressaltou que, embora o governo queira ajudar as entidades carnavalescas, é preciso que as "regras do jogo" sejam respeitadas.  

 

"Às vezes as pessoas têm dificuldade de entender isso e quem está na gestão não pode dar jeitinho", declarou, em entrevista ao Bahia Notícias, durante a saída do bloco Olodum no Pelourinho. "Eu sou uma gestora e tenho que administrar como manda o figurino", acrescentou.  

 

Neste ano, o Ilê Aiyê perdeu o edital e ficou sem receber recursos do governo estadual (reveja aqui). O Olodum foi desclassificado na primeira fase e entrou com recurso hierárquico que foi acatado (relembre aqui).

 

"A gente precisa entender que está tratando do erário público e existem as regras do jogo nos editais e precisam ser acolhidas. [...] É falácia de que o governo não ajuda. É um pouco inverdade", ressaltou.

 

OLODUM
A secretária ainda elogiou a decisão do Olodum de, pela primeira vez em 40 anos, exaltar a mulher como tema do bloco. A maestrina é Andréia Silva Reis. Para ela, foi um "gol de placa".

 

"Isso significa que os homens estão evoluindo. Estão sendo chegando bem perto de todas nós. É isso que nós queremos. Essa igualdade de gênero", frisou. Também falou sobre a escolha do governo de homenagear os 70 anos do trio elétrico na festa momesca deste ano. 

 

"A nossa geração precisa conhecer um pouco mais essa história tão importante do trio elétrico", disse. "A gente não escolhe um tema qualquer", emendou.