Reajuste de servidores em MG expõe 'nova política' de Zema e Partido Novo critica
A proposta de reajuste de quase 41% nos salários de profissionais de segurança pública de Minas Gerais acabou passando por alterações e foi estendida para boa parte do funcionalismo público mineiro. Em meio ao caos fiscal, o governo de Romeu Zema (Novo) terá que sancionar ou vetar o projeto aprovado pela Assembleia Legislativa, que concedeu reajustes para quase 70% dos servidores estaduais.
Apesar do indicativo de desequilíbrio fiscal, os parlamentares aprovaram tanto o aumento para os profissionais de segurança pública quanto para os demais membros do funcionalismo público. Apenas deputados do Partido Novo votaram contra a extensão dos benefícios.
VETOS
O partido do governador mineiro criticou a decisão de conceder aumento salarial aos servidores da área de segurança. “O partido entende o direito dos servidores de pleitearem reajustes, mas a situação fiscal atual de Minas, que herdou uma condição de calamidade financeira, não permite qualquer gasto adicional”, afirma a legenda por meio de nota.
Para o Novo, Zema deve vetar todos os reajustes aprovados pelos deputados, inclusive o da área de segurança pública. “Atuar com coerência, sempre em linha com nossos princípios e valores, é o nosso maior compromisso com o cidadão brasileiro e fundamental para consolidarmos o Novo como uma instituição diferenciada na política e os mineiros voltarem a ter o estado que merecem”, afirma.
