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Fuzuê e Furdunço consolidam gosto do folião baiano por fantasias no carnaval

Por Júnior Moreira Bordalo / Lula Bonfim

Fuzuê e Furdunço consolidam gosto do folião baiano por fantasias no carnaval
Foto: Joilson César / Ag. Haack / Bahia Notícias

O carnaval de Salvador, a partir da explosão da axé music em meados dos anos 1980, ficou marcado pela correria por mortalhas e abadás, que davam um colorido especial à folia de Momo na Bahia. Entretanto, com o declínio de grandes blocos como Internacionais, EVA e Papa Léguas, as vestimentas do bloco começaram a ser substituídos por uma tradição ainda mais antiga, que andava adormecida: se fantasiar.

 

O Fuzuê, no sábado (15), já havia sido marcado por fantasias e cores, alimentado pelos grupos folclóricos que se apresentaram (veja aqui). Neste domingo (16), durante o Furdunço, a tendência se manteve e inúmeros foliões mostraram criatividade e se fantasiaram para brincar o pré-carnaval no circuito Orlando Tapajós, entre o Clube Espanhol e o Farol da Barra.

 

Nem o calor do verão de Salvador inibiu os criativos foliões. Adam Souza, 44 anos, professor de educação física, se fantasiou de gladiador e foi curtir. “Vale tudo. Ontem, eu vim de Capitão América. Hoje, eu vim de gladiador, para abrilhantar esta festa linda que é o nosso carnaval de Salvador”, declarou.

 

Adam promete ainda que não acabará por aí. Todos os dias, ele sairá com uma fantasia diferente. “Todas voltadas para super-heróis. Hoje, é porque fizeram uma máquina do tempo e, por isso, estou vindo de gladiador. Nos outros dias, criarei outras fantasias”, afirmou.

 

Mago ou Maomé? Você decide (Foto: Joilson César / Ag. Haack / Bahia Notícias)

 

Já João Salvatori, de 23 anos, se fantasiou de mago, mas cansou de ser confundido por muitos no Furdunço com o último profeta do islã. “Eu vim de mago, de uma tribo mística. Estão me chamando de Maomé, mas não sou não”. Perguntado sobre qual mágica faria no carnaval, ele não hesitou: “Tentar abrir o máximo de cerveja possível e curtir, ser feliz o resto da vida”, contou.

 

FAMÍLIAS

Os pequenos porém tradicionais blocos de rua que desfilaram no Furdunço, na tarde deste domingo (16), atraíram inúmeras famílias para o circuito Orlando Tapajós. Com a presença de idosos e crianças nos diversos bloquinhos que participaram do cortejo, a sensação foi de tranquilidade neste pré-carnaval.

 

Atrás do Rixó Elétrico, a foliã Tiana Marina segue uma tradição familiar. “O bloco tem 50 anos, foi criado na Cidade Nova. Vem de meu pai e de minha mãe, de geração para geração, e agora eu vou participar pelo segundo ano”, disse ela, que estava acompanhada da irmã, duas sobrinhas e mais uma amiga.