Após denúncia de Olívia, diretor da arena aquática garante que 'é risco zero de dengue'
Por Mauricio Leiro
Após a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) protestar sobre as condições da piscina na Arena Aquática em Salvador, alegando que o local virou um grande criadouro do mosquito da dengue, o gerente técnico da Arena, o nadador e medalhista olímpico, Edvaldo Valério Silva Filho rebateu a acusação e disse que não existe risco de dengue.
"A deputada fez um alarde e assusta a população. Baseado em que ela falou isso? Ela não tem dados, não tem coleta, quero deixar claro que não tem risco de ser foco de mosquitos da dengue. A piscina está sendo tratada e monitorada", explicou Edvaldo ao Bahia Noticias.
Valério revelou também que a peça que gerou a coloração esverdeada da água sofreu um dano por um desgaste natural e que a piscina é importada e altamente tecnológica, e que por ser italiana, seus componentes também são, incluindo a peça danificada.
"Hoje ela já está se restabelecendo, e semana que vem ela já estará pronta. Fazemos coletas e água está sendo tratada. O problema foi no sistema de aspiração e filtragem, existe uma sujeira no fundo que ficou em razão da peça que foi quebrada, está sendo o serviço. É risco zero de foco de dengue. Temos o monitoramento, as analises diárias da água, tem sido injetado químico nela, o cloro. Estamos respaldados", rebateu o responsável pelo local.
Na publicação, Olívia diz ainda que o equipamento esta interditado há 21 dias e deixa 150 crianças e adultos sem aula. Porém, segundo Edvaldo, o equipamento ainda completará 15 dias de interdição.
"Nosso projeto está funcionando. A piscina semi-olímpica está, a olímpica que está interditada. Cancelamos apenas algumas turmas, tem aulas diárias. Interditamos a outra para resolver, o que está sendo feito hoje. Fica parecendo que a arena esta fechada e abandonada", finalizou.
Em 2016, nas Olimpiadas do Rio de Janeiro, o Parque Aquático Maria Lenk apresentou a coloração de uma das piscinas um tom esverdeado. A Organização da competição garantiu que a qualidade da água e que após testes, o problema não apresentava risco aos atletas. O motivo foi a proliferação de algas causadas pelo calor e pela falta de vento.
Na época a FINA (Federação Internacional de Natação) afirmou que alguns produtos químicos vazaram dos tanques de tratamento da piscina e acabaram mudando o PH e a cor da água, e que esse vazamento não representava risco para a saúde dos atletas.
