Oposição na Câmara de Salvador fala em união, mas se mantém rachada
Por Rodrigo Daniel Silva
A oposição na Câmara de Salvador tende a permanecer dividida, apesar de parte do grupo entender que seria relevante a união neste ano eleitoral. Desde o ano passado, a minoria está rachada entre "bancada", que é liderada pelo vereador Sidninho (Podemos), e "bloco", que é chefiado por Sílvio Humberto (PSB).
O vereador José Trindade (PSB), que integra o bloco, defendeu a união da ala. "Foi salutar em determinado momento [a divisão]. Mas este é um ano é diferente. É um ano que tem que unir os esforços para fazer uma oposição ainda mais forte porque é um ano eleitoral. Não tem sentido estar unido para candidatura a prefeito e não ter união na Câmara", avaliou, em entrevista ao Bahia Notícias.
Segundo Toinho Carolino (Podemos), o assunto será discutido na volta do recesso parlamentar. A Casa retoma aos trabalhos na próxima segunda-feira (3), quando o prefeito ACM Neto (DEM) vai levar a Mensagem do Executivo.
Carolino entende que a união deveria ocorrer depois da eleição. "Nós também defendemos a unidade da bancada. Eu defendo a união, mas com o bloco da oposição e a da bancada. Podemos deixar para definir após a reeleição para ver como vai ficar a estrutura. O importante é defender um projeto único que é o projeto do governador Rui Costa", pontuou.
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) evitou se posicionar. "Não quero adiantar [minha posição]. A união eu defendo sempre, mas é preciso discutir. A forma atual não teve prejuízos para a nossa ação enquanto campo de oposição", avaliou. Com a ida do vereador Carlos Muniz (sem partido) para a base de ACM Neto, a oposição perdeu um legislador na casa.
